Sem posição do governo, Sindpol fará assembleia para decidir sobre greve
Policiais civis reclamam de desvalorização e cobram postura do estado para reivindicações
Os policiais civis de Alagoas vão realizar, na próxima segunda-feira (13), uma assembleia geral com indicativo de greve. Eles aguardam a definição do Governo do Estado sobre a pauta de reivindicações da categoria, como o reajuste do piso salarial, a periculosidade e o serviço voluntário.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

A assembleia acontecerá no auditório do Sindicato dos Bancários, a partir das 13h.
Leia também
De acordo com o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol), Ricardo Nazário, o governo do Estado não tem valorizado os agentes e escrivães de polícia, que possuem o pior salário da segurança pública com nível superior em Alagoas.
Segundo ele, atualmente, o soldado da Polícia Militar, que é nível médio, recebe piso salarial maior que a categoria. O Governo do Estado também deve 16% de perdas salariais e ainda concedeu 29% de reajuste aos delegados, que ganham o inicial seis vezes mais que os agentes e escrivães.


Doação de sangue em Maceió

Acidente em Marechal Deodoro gera engavetamento

Áudios revelam ordem para PTK se infiltrar na política de Maceió

Polícia prende suspeitos de integrar o Comando Vermelho em AL e no RJ
Para piorar a situação, o Governo do Estado encaminhou à Assembleia Legislativa o projeto de serviço voluntário apenas para os delegados, deixando de fora os agentes e escrivães.
Os policiais civis reclamam que o trabalho desempenhado por eles tem contribuído para a redução da criminalidade em Alagoas, fato que estaria sendo ignorado pelo Governo. "Os agentes e escrivães não aguentam mais 'tapinhas nas costas' dadas pelo governo do Estado sem haver valorização e motivação para a categoria que desempenha suas funções", disse Ricardo Nazário.
Na assembleia geral, além da questão salarial, o Sindpol tratará da portaria da Delegacia Geral que acaba com os plantões no interior e na capital, sobrecarregando e desmotivando ainda mais os agente e escrivães nas delegacias.
