Justiça condena investigados em processo da Operação Carne Fraca
Sentença, proferida Ricardo Rachid de Oliveira, foi publicada às 14h20 desta terça-feira (21)
A Justiça condenou dez investigados em um processo da Operação Carne Fraca. A sentença, proferida Ricardo Rachid de Oliveira, foi publicada às 14h20 desta terça-feira (21). Sete pessoas foram absolvidas.
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A operação apura irregularidades no âmbito da Superintendência Federal de Agricultura no Estado do Paraná (SFA/PR), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
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De acordo com a Polícia Federal (PF), os servidores que recebiam as vantagens deixavam de realizar algumas fiscalizações nas sedes das empresas ou atuavam para acelerar processos da companhia dentro do ministério.
O esquema no Paraná era comandado pelo ex-superintendente regional do Mapa, Daniel Gonçalves Filho, e pela chefe do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa), Maria do Rocio Nascimento, ainda conforme as investigações.


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"Maria do Rocio Nascimento, na condição de chefe do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal, SIPOA-PR, ao lado do então superintendente do Ministério da Agricultura no Estado, Daniel Gonçalves Filho, participou da formação de um grande esquema de corrupção envolvendo empresários do ramo frigorífico e servidores públicos federais. O esquema consistia no pagamento sistemático de vantagens indevidas em troca de favorecimentos na estrutura do Ministério", disse o juiz na sentença.
Saiba quem são os condenados e as penas de cada um:
- Daniel Gonçalves Filho - delator e ex-superintendente do Ministério da Agricultura no Paraná. Condenado a 8 anos, 4 meses e três dias em regime fechado pelo crime de corrupção passiva e violação de sigilo funcional;
- Eraldo Cavalcanti - Fiscal agropecuário no Paraná e responsável por fiscalizar a Peccin. Condenado por corrupção passiva a 5 anos de prisão em regime semiaberto;
- Maria do Rocio - Médica veterinária e chefe do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Ministério da Agricultura, na Superintendência Regional do Paraná. Condenada por corrupção passiva a 8 anos e 4 meses de prisão em regime fechado;
- Renato Menon - Fiscal federal agropecuário. Condenado por corrupção passiva a 5 anos de prisão em regime semiaberto;
- Alice Mitico Gonçalves - Esposa de Daniel Gonçalves Filho, atuou na parte de lavagem de capitais dos valores ilícitos recebidos pelo marido, segundo a PF. Condenada por corrupção passiva a 2 anos, 4 meses e 26 dias de prisão, convertidos à prestação de serviços à comunidade e prestação pecuniária;
- Daniel Ricardo dos Santos - Químico industrial e representante do frigorífico Souza Ramos. Condenado por falsificação ou adulteração de substâncias alimentícias e uso de substâncias proibidas em alimentos a 5 anos e 3 meses de prisão em regime semiaberto;
- Flavio Cassou - Delator, médico veterinário, funcionário da Seara, empresa da JBS. Condenado por corrupção ativa a 9 anos, 3 meses e 3 dias de prisão em regime fechado;
- Mara Rubia Mayorka - Irmã da fiscal federal Maria do Rocio e condenada por corrupção passiva a 4 anos e 4 meses de prisão em regime semiaberto;
- Roberto Borba Coelho - Condenado a cinco anos de prisão em regime semiaberto por corrupção ativa;
- Sonia Mara Nascimento - condenada a 4 anos e 4 meses por corrupção passiva em regime semiaberto.
O G1 tenta contato com a defesa dos réus.
Daniel Gonçalves Filho, Eraldo Cavalcanti, Maria do Rocio e Renato Menon perdem os cargos públicos por determinação da Justiça. Todos eles são fiscais federais agropecuários do Ministério da Agricultura.
