Sobe para 22 o nº de casos suspeitos de intoxicação por dietilenoglicol
Quatro casos já foram confirmados, e outros 18 continuam sendo investigados
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas divulgou, nesta terça (21), novo boletim relacionado ao caso Backer. O número de casos suspeitos de intoxicação por dietilenoglicol subiu para 22. São investigados os casos de outubro de 2019 até o momento mas, segundo a Secretaria, o período pode ser ampliado.
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As notificações ainda podem aumentar. O infectologista Carlos Starling encaminhou o caso de um paciente de Belo Horizonte, que foi internado em janeiro de 2019 com sintomas da intoxicação.
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Até o momento, foram registradas intoxicações nas cidades de Belo Horizonte, Capelinha, Nova Lima, Pompéu, São João Del Rei, São Lourenço, Ubá e Viçosa.
"É um caso que se assemelha muito ao de uma doença infecciosa. Então, a maior parte desses casos passaram, foram avaliados por infectologistas como se fossem doença infecciosa", destaca Carlos Starling, infectologista.


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Em vários hospitais da cidade, os médicos estão revisando os diagnósticos que não foram esclarecidos ao longo de 2019, mas se encaixam nos critérios da intoxicação.
A Backer afirmou que aguarda o resultado das apurações e que continua à disposição das autoridades. Nesta manhã, a empresa informou que a perícia contratada por ela não encontrou dietilenoglicol nas amostras de água da fábrica, divergindo dos estudos do Ministério da Agricultura.
Sintomas
Os sintomas começam a se manifestar nas primeiras 72 horas após a ingestão. Os primeiros sinais de intoxicação por dietilenoglicol são dores abdominais, náuseas e vômitos.
Entre os sintomas estão alterações neurológicas e insuficiência renal. O tratamento é feito no hospital, com monitoração, e tem o etanol como antídoto.
Além disso, os pacientes precisam passar por hemodiálise, para retirada do organismo dietilenoglicol e dos metabólicos produzidos.
