MG tem agora 21 casos notificados de intoxicação por dietilenoglicol
Substância tóxica foi encontrada em cervejas da Backer, de acordo com a Polícia Civil
Subiu para 21 o número de casos de intoxicação por dietilenoglicol notificados pela Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais. De acordo com boletim divulgado nesta segunda-feira (20), pacientes de São João Del Rei, Viçosa, Ubá, Belo Horizonte, Nova Lima e Capelinha apresentaram sintomas. Quatro pessoas morreram e 17 estão internadas em estado grave.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

Ainda segundo o órgão, são 19 homens e duas mulheres que apresentaram os sintomas. Quatro casos de intoxicação por dietilenoglicol foram confirmados e os 17 restantes continuam sob investigação.
Leia também
A Secretaria de Estado de Saúde explicou que apenas a Polícia Civil tem a tecnologia necessária para fazer exames e confirmar com precisão se os pacientes que estão internados foram contaminados pelo dietilenoglicol. Esta seria o motivo apontado pelo órgão para a demora da confirmação dos demais casos.
"É rara a intoxicação por dietilenoglicol. A gente não sabe em relação a sequelas, evolução. Existe a possibilidade de que estes pacientes se recuperem, mas pode ser que também tenham sequelas", disse a infectologista e diretora do Hospital Eduardo de Menezes Virgínia Antunes de Andrade.


CRB se reapresenta e inicia preparação para duelo contra o São Bernardo - 2/6/26

Aproximação existe, mas anúncio de aliança entre JHC e Alfredo Gaspar segue pendente

Carlos critica falta de recai da direita sobre empresa do PCC em Goiás

Operação em SP investiga ONG da produtora do filme sobre Bolsonaro
Sintomas
Os sintomas começam a se manifestar nas primeiras 72 horas após a ingestão. Os primeiros sinais de intoxicação por dietilenoglicol são dores abdominais, náuseas e vômitos.
Entre os sintomas estão alterações neurológicas e insuficiência renal. O tratamento é feito no hospital, com monitoração, e tem o etanol como antídoto.
Além disso, os pacientes precisam passar por hemodiálise, para retirada do organismo dietilenoglicol e dos metabólicos produzidos.
Resumo:
- Uma força-tarefa da polícia investiga 21 notificações de pessoas contaminadas após consumir cerveja; quatro morreram;
- Os sintomas da intoxicação incluem náusea, vômito e dor abdominal, que evoluem para insuficiência renal e alterações neurológicas;
- A Backer nega usar o dietilenoglicol na fabricação da cerveja;
- A cervejaria foi interditada, precisou recolher seus produtos e interromper as vendas de todos os lotes produzidos desde outubro;
- A diretora da cervejaria disse que não sabe o que está acontecendo e pediu que clientes não consumam a cerveja;
- O governo de MG criou um portal para informar sobre intoxicação;
- À Justiça, a Backer apresentou um vídeo com suposto indício de sabotagem.
Veja lista de mortes:
- Confirmada: Paschoal Dermatini Filho, de 55 anos. Ele estava internado em Juiz de Fora e morreu em 7 de janeiro. A morte causada por dietilenoglicol foi confirmada;
- Investigada: Antônio Márcio Quintão de Freitas, de 76 anos. Morreu no Hospital Mater Dei, em Belo Horizonte;
- Investigada: Milton Pires, de 89 anos. Morte confirmada pela SES nesta quinta-feira (16). Também morreu no Hospital Mater Dei;
- Investigada: Maria Augusta de Campos Cordeiro, de 60 anos. A morte havia sido notificada pela Secretaria Municipal de Saúde de Pompéu, mas só foi confirmada pela SES nesta quinta-feira (16)
