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Perícia nega sinais de tortura e "tiro de misericórdia" no corpo de Adriano

Nóbrega foi morto em confronto policial em Salvador

Peritos que fizeram a necropsia no corpo do miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega descartaram hoje a possibilidade de o ex-capitão do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) ter sido torturado e levado um terceiro tiro de arma de fogo disparado por militares da Bahia. Os profissionais também negaram haver indícios que sustentem a tese de execução.

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Nóbrega morreu em confronto policial na zona rural de Esplanada, a 170 quilômetros de Salvador, no último domingo (9).

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As hipóteses foram levantadas pela revista Veja em reportagem que exibe fotografias do ex-PM morto e com base em análise de especialistas de dois especialistas.

Segundo um dos médicos legistas ouvidos pela publicação, uma marca que aparenta ser um tiro na região do pescoço de Adriano pode ter sido provocada por um disparo conhecido como confere, ou "tiro de misericórdia", após a vítima ter caído no chão.

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"A imagem me sugere ser de baixo para cima, da direita para a esquerda, em quase 45 graus. Esse disparo pode ser o que o povo chama de 'confere'. 'Confere' é o famoso tiro de misericórdia, efetuado quando não há a intenção de salvar a pessoa baleada", afirmou à Veja o médico legista Malthus Fonseca Galvão, professor da UnB (Universidade de Brasília).

Em coletiva na tarde de hoje, um dos médicos legistas que examinaram o corpo de Adriano rechaçou as afirmações de Veja e as classificou como "levianas".

"Nós, da perícia, não especulamos. No laudo pericial, o perito médico legista responsável não encontrou sinais que confirmassem execução. Os sinais que nós encontramos confirmam, sim, um confronto policial", disse o médico legista Mário Câmara, um dos profissionais que necropsiaram o corpo de Adriano no IML (Instituto Médico Legal) de Alagoinhas, cidade próxima Esplanada, onde Adriano estava foragido havia cerca de um ano.

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