Anunciadas há mais de um mês, medidas para reduzir fila do INSS ainda não saíram
No dia 14 de janeiro, o governo federal anunciou que editaria uma MP para contratar, em caráter emergencial 8 mil militares e servidores aposentados
O governo federal anunciou, há mais de um mês, a contratação emergencial de 8 mil militares da reserva e servidores aposentados para agilizar a análise dos pedidos de benefícios que estão travados no Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). Porém, até o momento, as medidas não saíram do papel.
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No final de janeiro, os benefícios pendentes de análise já passavam de 2 milhões. Um total de 1,3 milhão de pessoas estavam esperando há mais de 45 dias, prazo estabelecido por lei para a concessão do benefício.
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Desses pedidos, 618.109 mil são de aposentadorias, 108.416 mil de salário-maternidade e 47.206 mil de auxílio doença.
Valéria é uma das brasileiras que aguarda, inclusive, pela liberação do seu auxílio doença. Ela só conseguiu fazer a perícia em janeiro, um mês depois da cirurgia, mas até agora continua sem resposta.


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"Não recebi nada até então de benefício agora no mês de fevereiro, nem referente aos dias trabalhados de dezembro e nem aos dias de janeiro. Então, querendo ou não, tem acúmulos de contas. Eu espero que até o dia 31 de março eu possa ter um documento pelo menos dizendo que já posso voltar a trabalhar", diz Valéria.
Processo de contratação
Para contratar os 8 mil servidores e militares, o governo precisa editar uma medida provisória (MP). Porém, após à MP, ainda é preciso que o governo publique um edital anunciando essas vagas, a remuneração e o tempo de contrato. Só depois haverá uma seleção dos candidatos que quiserem trabalhar.
Esse processo todo deve levar entre 30 a 60 dias antes do início do trabalho nas agências e na análise de benefícios. Nesta terça, ninguém da Previdência Social quis gravar entrevista. Segundo técnicos do governo, a ideia de chamar servidores aposentados para um trabalho temporário é nova e uma das razões para a demora em editar uma MP.
