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Alcolumbre se reúne com Bolsonaro para reclamar do ataque ao Congresso

No mês passado, Augusto Heleno (Segurança Institucional) afirmou que o governo não pode aceitar 'esses caras chantagearem a gente o tempo todo', em r

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), se encontrou nesta nesta segunda-feira (2) pela primeira vez com o presidente Jair Bolsonaro, desde o episódio em que o ministro Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) afirmou que o Executivo é vítima de chantagem de parlamentares.

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O objetivo, segundo o senador, foi "externar o descontentamento com o ministro e com ataques ao Congresso. "Essas atitudes não serão mais toleradas. O Congresso é independente e não aceitará ataques à democracia", declarou.

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Alcolumbre já havia se queixado dos ataques ao Congresso por telefone, mas queria uma conversa a sós com o presidente. Ele chegou neste domingo (1º) a Brasília. Da residência oficial da Presidência do Senado, ligou para Bolsonaro e acertou o encontro desta segunda-feira, no Palácio do Planalto.

A audiência não constava da agenda oficial do presidente da República - foi incluída em uma versão divulgada por volta das 16h30, depois que o encontro já havia acontecido. Primeiro, Bolsonaro e Alcolumbre conversaram reservadamente. Em seguida, entraram na sala os ministros Paulo Guedes (Economia), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), e o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), líder do governo no Senado.

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Alcolumbre não fez manifestações públicas sobre a fala de Heleno. "Não se defende democracia, assuntos da nação, pelas redes sociais", afirmou o presidente do Senado, que permaneceu em silêncio durante todo o feriadão de carnaval.

Apesar de ter sido bastante cobrado pelos senadores, Davi Alcolumbre entendeu que, ao se manifestar, poderia aumentar a crise. "E é exatamente o que algumas pessoas do Executivo queriam", disse.

Vetos

No encontro com Bolsonaro, o presidente do Senado também decidiu reclamar da questão dos vetos ao chamado orçamento impositivo.

"Os ministros fecham acordo com o Congresso e não comunicam ao presidente", disse. Alcolumbre quer a manutenção do acordo sobre a destinação de R$ 30 bilhões do orçamento.

Paulo Guedes

No domingo, ao chegar, Alcolumbre telefonou para o ministro da Economia, Paulo Guedes. Os dois se reuniram por duas horas nesta segunda-feira. Trataram de reforma tributária, da PEC Emergencial e da reforma administrativa.

Alcolumbre convidou o ministro a participar da construção de um consenso sobre a reforma tributária. E também alinhou uma reunião futura do ministro com a comissão mista criada para discutir a reforma. Segundo Alcolumbre disse a Paulo Guedes, "o Congresso tem pressa". O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), participou do fim da reunião.

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