Após audiência no TRT, funcionários da Veleiro retomam atividades
Próxima reunião ficou marcada para quarta-feira (18), quando viação deverá apresentar um novo plano de recuperação da empresa
A Auto Viação Veleiro amanheceu, nesta quarta-feira (11), sob mais um protesto.Apenas 10 ônibus saíram da garagem, num ato no qual os colaboradores cobravam novamente o pagamento de seus salários atrasados e outros direitos trabalhistas. Ainda durante a manhã, foi realizada uma audiência entre representantes do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário (Sinttro), da Veleiro e do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), na sede do órgão, buscando uma resolução para o problema. Após a reunião, os funcionários decidiram voltar ao trabalho.
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Na audiência, ficou estabelecido que a Veleiro deve apresentar um novo plano de recuperação na próxima reunião, marcada para o dia 18 de março. Enquanto isso, os trabalhadores já começaram a receber o salário atrasado, ainda com dificuldades, segundo conta o presidente do Sinttro, Sandro Régis.
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"Não vamos mais fazer protesto na empresa até o dia 18. Foi um pedido do doutor Laerte [desembargador do TRT], ele pediu em nome dele e nós estamos acatando. A empresa vai pedir um cronograma de pagamento e começou a pagar ontem, o problema é que os trabalhadores não acreditam mais, porque nada disso é novidade", afirma.
Sandro explica que, de 150 trabalhadores, somente 15 devem receber até o final da quinzena. "Eles sempre organizam, fazem uma lista com quem vai receber o pagamento no dia. Digamos, se tem 20 para receber, pagam 10 e 10 ficam sem receber. Na lista divulgada ontem, ele vai pagar a 15 trabalhadores, dos 150 que tem. 60% do pessoal só deve receber no dia 16".


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Agora, o que fica é a confiança na Justiça. "É só o que nos resta. Esperamos que a Justiça do Trabalho garanta a regulamentação do salário e ela já está acionada para a questão do FGTS. Ficamos aguardando", expõe.
A audiência foi conduzida pelo desembargador Laerte Neves de Souza, com a presença do procurador-chefe do Trabalho, Rafael Gazzaneo Junior, e também com o advogado do Sinttro, Ricardo Coelho.
