GP da Austrália de F1 é cancelado devido à pandemia de coronavírus
Após longa espera e decisão pouco antes do início dos treinos livres, corrida em Melbourne não será disputada no domingo
O Grande Prêmio da Austrália de Fórmula 1 está cancelado. A definição de suspender a primeira corrida da temporada devido à pandemia de coronavírus foi oficializada na noite desta quinta-feira (manhã de sexta em Melbourne) em conjunto com dirigentes de nove equipes (sem a McLaren), a organização da prova, a direção da categoria e oficiais da Federação Internacional de Automobilismo (FIA).
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A decisão foi tomada após muita indefinição, a pouco menos de duas horas antes do horário planejado para o primeiro dia de treinos livres, que começariam às 22h (hora de Brasília). Ainda não há informações sobre uma possível nova data para a prova ao longo do ano. De acordo com a FIA, os torcedores que compraram ingressos serão reembolsados.
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Pesou muito para o cancelamento o fato de um integrante da McLaren ter testado positivo para o coronavírus - outros 12 funcionários do time, que tiveram contato nos últimos dias com o colega contaminado, estavam isolados, mas não apresentaram sintomas. A McLaren anunciou desistência horas antes da confirmação do cancelamento pela Fórmula 1.
Até a noite de quinta-feira (na Austrália), a posição era a de aguardar as orientações das autoridades do país, o que mantinha a realização do evento. Apesar de reunião realizada no início da madrugada de sexta entre todas as partes envolvidas, não houve uma definição divulgada publicamente e as atividades iniciaram normalmente pela manhã (início da noite de quinta no Brasil).


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Os carros de dois lugares, que costumam circular no trajeto para exibições, entraram na pista. Porém, de acordo com a rede de televisão britânica "BBC", Sebastian Vettel (Ferrari) e Kimi Raikkonen (Alfa Romeo) deixaram o país antes mesmo da confirmação oficial do cancelamento. Por outro lado, os organizadores do evento continuaram com o planejamento normal.
Conforme o início dos treinos livres se aproximava, os torcedores foram chegando ao circuito de Albert Park; no entanto, a entrada dos fãs não foi permitida. Foi só por volta das 19h (horário de Brasília) que Daniel Andrews, primeiro-ministro do estado de Victoria, onde está localizada a pista, confirmou que a entrada de torcedores não seria permitida caso a corrida prosseguisse. Quase uma hora depois desse comunicado, as partes finalmente decidiram por suspender a prova.
Além do funcionário da McLaren diagnosticado com coronavírus, outras sete pessoas ligadas à Fórmula 1, incluindo quatro funcionários da equipe Haas, também passaram por testes nesta semana, mas todos os resultados deram negativo.
Antes da confirmação do cancelamento, vários pilotos demonstram insatisfação com a realização da prova. O hexacampeão mundial Lewis Hamilton, por exemplo, classificou como "chocante" que a corrida seguisse em meio à pandemia.
- Estou muito, muito surpreso por estarmos aqui. Acho ótimo termos corridas, mas para mim é chocante estarmos todos sentados nesta sala - disse Lewis, em coletiva de imprensa realizada já em Melbourne.
Piloto da Ferrari, o tetracampeão mundial Sebastian Vettel também deu a entender que os próprios pilotos poderiam pedir o cancelamento da prova caso a escalada do vírus prossiga. Kimi Raikkonen, da Alfa Romeo, disse que realizar a corrida provavelmente não era a opção correta.
Até agora, outros impactos do coronavírus na Fórmula 1 foram o adiamento do GP da China, marcado para abril, e a confirmação da realização do GP do Barein, daqui a uma semana, com portões fechados para o público. O GP do Vietnã é outro que corre risco de não ser realizado.
