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Não há risco de faltar gás de cozinha, diz presidente da Petrobras

Empresa anunciou reforço na importação do produto

O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, afirmou nesta quinta-feira (2) que não há risco de desabastecimento de gás de cozinha no país, apesar da corrida às lojas para estocar o produto desde o início das medidas de isolamento para conter a pandemia do coronavírus.

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Na segunda (30), a Petrobras anunciou reforço nas importações do produto, para compensar parte dos volumes que deixarão de ser produzidos no país com a redução das operações nas refinarias da estatal, medida que responde à queda na demanda por outros combustíveis.

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"Reduzimos o fator de utilização das refinarias, o que vai significar uma redução leve na produção de GLP [gás liquefeito de petróleo, o gás de cozinha], que será compensado por importações", disse Castello Branco, em evento virtual promovido pela corretora XP.

Segundo ele, as importações emergenciais são suficientes para encher cinco milhões de botijões. A primeira carga veio da Argentina na segunda (30) e a próxima carga deve chegar ao país em 6 de abril. "Não há motivo para pensar em abastecimento", afirmou o executivo.

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O GLP é produzido nas refinarias junto com outros derivados de petróleo. Se a empresa ajusta sua produção para evitar estoques de alguns deles, naturalmente a produção do gás de cozinha cairá. Segundo Castello Branco, a demanda de gasolina já caiu 60% no país.

O cenário levou a aumento nos estoques das distribuidoras, que passaram a negociar com a estatal a redução do bombeio das refinarias para seus tanques. Por isso, a estatal já vem reduzindo a operação de suas refinarias. Houve queda abrupta também na demanda de querosene de aviação.

A corrida por botijões de gás levou a aumentos de preços do produto. Na quarta (1), o governo de São Paulo anunciou reforço na fiscalização contra preços abusivos. Apenas no período da quarentena, o Procon paulista recebeu 120 denúncias contra preços elevados em redes sociais, aplicativo e site.

"Não há risco de desabastecimento de gás. Não há nenhuma justificativa para que as pessoas se aglomerem nos postos de venda e paguem mais", disse o diretor geral do órgão de defesa do consumidor, Fernando Capez.

O Sindigás, entidade que reúne as distribuidoras de gás no país, disse repudiar qualquer tentativa de preços abusivos, mas alertou que medidas anunciadas pelo governo João Dória podem penalizar revendedores, já que os preços são livres e não é possível estabelecer um patamar adequado.

"O anúncio por autoridades de que a Polícia Militar realizará ações contra comerciantes que estejam vendendo o produto a mais de R$ 70 pode levar à punição injustificada de centenas de revendedores sérios que podem comercializar o produto acima de R$ 70 sem que estejam praticando preços abusivos", disse a entidade.

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