Sinteal critica Seduc por implementação de ensino virtual: 'exercício de ficção'
Entidade diz que portaria não é compatível com a realidade dos alunos e professores da rede
O Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal) publicou nota, nessa segunda-feira (13), criticando uma portaria da Secretaria de Estado da Educação (Seduc) que criou um "Regime Especial de Atividades Escolares Não-Presenciais". Segundo o sindicato, a portaria não é compatível com a realidade alagoana.
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No texto da portaria, fica determinado que escolas públicas da rede estadual devem criar ferramentas de aprendizado online para os alunos durante a vigência das medidas de isolamento social de combate ao novo coronavírus. O Sinteal taxou o texto de "exercício de ficção" e criticou uma falta de conhecimento da realidade dos estudantes da rede pública alagoana, que não possuem acesso irrestrito à internet e a aparelhos eletrônicos.
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O texto também menciona os professores, que recebem um salário baixo e não possuem equipamento ou qualificação para construir o ambiente em questão. O governo estadual não deu instruções maiores sobre a aplicação da medida ou recursos reservados para sua aplicação.
"Chega de insensibilidade e de desconhecimento da realidade! [...] [Os gestores] desprezam o papel dos profissionais em educação, e pensam que podem substituí-los por um celular. Estão enganados! A escola e a educação são muito mais do que isso", diz a nota do Sindicato.


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A portaria em questão, de número 4.904, foi publicada no Diário Oficial do Estado no dia 6 de abril. Nela são dados os pontos que devem ser o norte da educação online dos alunos e quais os objetivos de cada disciplina virtual. É mencionado que será ofertada pela Seduc capacitação aos professores e que, em caso de impossibilidade da aplicação, as escolas podem enviar um formulário justificando a recusa.
Não são dados maiores detalhes sobre esses pontos, ou se será feita a facilitação do acesso dos alunos da rede pública de ensino à internet.
Procurada, a assessoria de imprensa da Seduc ficou de responder posteriormente àGazetaweb.
