Prima de Renan Filho silencia em reunião e deve ser convocada por deputados
Mais denúncias sobre o funcionamento do Lacen estão na Comissão de Saúde e Seguridade Social da ALE
Convidada por deputados estaduais a prestar esclarecimentos sobre a prática de nepotismo no Laboratório Central de Saúde Pública de Alagoas (Lacen), a prima do governador Renan Filho (MDB), Naira Chagas, que era gerente do órgão -, ficou em silêncio por orientação do advogado durante a audiência virtual realizada pela Assembleia Legislativa nesta quinta-feira (30). Sem responder aos questionamentos, a prima de Renan informou ao parlamento que está com sintomas de Covid-19 e, em seguida, retirou-se da sessão virtual.
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Diante do que aconteceu nesta quinta-feira, uma convocação dela deverá ser feita, após o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), cabo Bebeto, discutir com os parlamentares os próximos passos do colegiado.
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"Vou discutir com minha assessoria e os colegas deputados como vamos convocar, tanto a ex-gerente do Lacen, como outros funcionários de lá. Muita coisa ainda precisa ser esclarecida. Não há dúvida da prática de nepotismo e que o Lacen tem problemas para atender a demanda há muito tempo", explicou o deputado.
A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia convidou para a reunião a prima do governador e também uma técnica que foi capacitada na Fiocruz, mas acabou demitida. "A técnica (ex-servidora também convidada a prestar esclarecimentos) respondeu 90% das perguntas, as que não respondeu deu a entender as respostas, foi muito interessante. O que está ficando comprovado para a gente é a desorganização, a falta de pessoas aptas em algumas funções, a preocupação tardia do governador com o Lacen, que estava há muito tempo largado e quando veio a Covid viu que não daria conta, que existem bons profissionais lá, mas que o estado não tem dado estrutura para eles trabalharem", afirma cabo Bebeto.


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Outras denúncias sobre o funcionamento do Lacen estão na Comissão de Saúde e Seguridade Social da ALE, que recebeu informações sobre a prática de nepotismo e desvios de finalidade no laboratório. "Há informações que ela (prima do governador) assinou o laudo do senhor Dagmar atestando que ele tinha Covid, mas ele não tinha. Ela não tava na bancada examinando, ela era uma diretora", disse Bebeto. José Dagmar Xavier da Rocha, 64 anos, morreu na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Trapiche da Barra, em março, e foi anunciado como primeiro caso do novo coronavírus em Alagoas.
