Avianca sente efeito da crise do Covid e pede recuperação judicial
Segundo maior empresa de aviação da América Latina ela também sentiu queda nos vôos
A Avianca Holdings, segunda maior companhia aérea da América Latina, entrou com pedido de recuperação judicial neste domingo (10), com a aproximação da data para pagamentos de títulos e após pedidos sem sucesso, até o momento, de auxílio ao governo colombiano para resistir à crise do coronavírus.
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Se não conseguir sair da recuperação judicial, a Avianca pode ser a primeira grande companhia aérea do mundo a afundar por causa da pandemia do coronavírus, que resultou em um declínio de 90% de tráfego aéreo.
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A Avianca não realiza voos regulares de passageiros desde o fim de março e a maioria dos seus 20 mil empregados ficou sem receber ao longo da crise.
"A Avianca passa pela crise mais desafiadora em seus 100 anos de história", disse o presidente-executivo da empresa, Anko van der Werff, em um comunicado à imprensa.


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Embora a Avianca estivesse fraca mesmo antes da pandemia de coronavírus, seu pedido de recuperação judicial destaca os desafios às companhias aéreas que não contam com resgates do governo para evitar reestruturações. Um representante da Avianca afirmou à Reuters que a empresa ainda está tentando assegurar empréstimos do governo.
"Ajuda do governo para a indústria aérea é vital", disse Silvia Mosquera, chefe comercial da Avianca, em um comunicado à Reuters antes do pedido de recuperação judicial.
