Bens de sócios de empresas que negociaram respiradores com RJ são bloqueados
Operação prendeu Maurício Fontoura; outros quatro já foram detidos.
A Justiça bloqueou nesta quarta-feira (13) móveis, imóveis e valores ligados a sócios e empresas de três empresas contratadas pelo Governo do Estado para a obtenção de respiradores pulmonares.
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Além do sequestro judicial dos bens e ativos da A2A Comércio Serviços e Representações Ltda; MHS Produtos e Serviços Eireli e Arc Fontoura Indústria Comércio e Representações Ltda e de seus sócios, a decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública também abrange todos os bens e ativos do ex- subsecretário-executivo, Gabriel Neves.
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No pedido feito pela Procuradoria Geral do Estado do Rio à Justiça, "foram apontadas as inúmeras irregularidades nos contratos celebrados e os pagamentos antecipados efetuados - o que colocava o patrimônio do Estado do Rio em risco de dilapidação", segundo o governo.
Na manhça desta quarta, uma força-tarefa do MP e Polícia Civil prendeu o empresário Maurício Fontoura, controlador da empresa Arc Fontoura. A firma é uma das investigadas no esquema de contratos irregulares, sem licitação, no total de R$ 183,5 milhões -- a suspeita é que houve vantagem indevida no trâmite.


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Um endereço de Maurício já havia sido alvo de mandado de busca e apreensão na semana passada. Nesta quarta, agentes também procuram provas em Piraí, no sul do estado.
Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara especializada de Crime Organizado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
Carlo Huberth Luchione, advogado da Arc Fountoura e de Mauricio Monteiro, disse que ele esclareceu, em depoimento, que o estado só pagou pelos respiradores que foram efetivamente entregues e que estes já estão sendo utilizados no combate à Covid, "não sendo verdade que não funcionariam". Disse também que não conhece os outros acusados e que nunca usou empresas de fachada.
