Menu lateral
Imagem
Imagem
Imagem
Gazeta >
AO VIVO

ASSISTA

TV GAZETA AL
AO VIVO

ASSISTA

GAZETA NEWS
GAZETA 94.1 - Maceió AO VIVO

GAZETA 94.1

Maceió
GAZETA FM 98.3 - Maceió AO VIVO

GAZETA FM 98.3

Maceió
GAZETA 101.1 - Arapiraca AO VIVO

GAZETA 101.1

Arapiraca
GAZETA 101.3 - Pão de Açúcar AO VIVO

GAZETA 101.3

Pão de Açúcar
CLASSIC - Rádio Web AO VIVO

CLASSIC

Rádio Web
Imagem
Menu lateral Busca interna do GazetaWeb
Imagem
AO VIVO

ASSISTA

TV GAZETA AL
AO VIVO

ASSISTA

GAZETA NEWS
GAZETA 94.1 - Maceió AO VIVO

GAZETA 94.1

Maceió
GAZETA FM 98.3 - Maceió AO VIVO

GAZETA FM 98.3

Maceió
GAZETA 101.1 - Arapiraca AO VIVO

GAZETA 101.1

Arapiraca
GAZETA 101.3 - Pão de Açúcar AO VIVO

GAZETA 101.3

Pão de Açúcar
CLASSIC - Rádio Web AO VIVO

CLASSIC

Rádio Web
X
compartilhar no whatsapp compartilhar no whatsapp compartilhar no facebook compartilhar no linkedin
copiar Copiado!
ver no google news

Ouça o artigo

Compartilhe

Síria sobrevive à guerra, reencontra filho no Brasil e morre de Covid-19

Khadouj Makhzoum, 55, chegou a SP após 4 anos de tentativas de seu filho para trazê-la

Ela sobreviveu à guerra na Síria, à perda do marido e à distância dos sete filhos e 13 netos que o conflito espalhou pelo mundo. Sua resistência, porém, foi derrotada pelo coronavírus, e Khadouj Makhzoum morreu na manhã da quarta-feira (13), aos 55 anos, em um hospital de São Paulo.

Tudo em um só lugar.

Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

ACESSE O GRUPO >
Aplicativo na whatsapp Store

Nascida na cidade de Aleppo em uma das famílias mais antigas do mundo árabe, Khadouj recebeu esse nome em homenagem a Khadijah, primeira esposa do profeta Maomé.

Leia também

Sua mãe e sua avó também se chamavam assim. Ela se casou aos 15 anos com um marido escolhido por seus pais, um estudante de direito que depois mudou de curso e se formou professor de inglês.

Khadouj chegou ao Brasil em dezembro de 2018, após quatro anos de tentativas de um de seus filhos para trazê-la ao país.

Shorts Youtube
Play
Influenciador é preso em operação contra o Comando Vermelho

Influenciador é preso em operação contra o Comando Vermelho

Play
Jovem é encontrado morto em terreno baldio no bairro Cleto Marques

Jovem é encontrado morto em terreno baldio no bairro Cleto Marques

Play
Defensoria cobra solução para atrasos na coleta de lixo em Maceió

Defensoria cobra solução para atrasos na coleta de lixo em Maceió

Play
Operação prende 9 suspeitos e influenciador PTK em Alagoas

Operação prende 9 suspeitos e influenciador PTK em Alagoas

Play
Enem 2026: Inscrições encerram nessa sexta-feira

Enem 2026: Inscrições encerram nessa sexta-feira

Abdulbaset Jarour, 30 (conhecido aqui como Abdul), é refugiado em São Paulo desde 2014 e não descansou enquanto não conseguiu tirar a mãe e a irmã caçula, Sedra, de sua cidade natal ?que havia se transformado em um dos principais campos de batalha entre governo e oposição no conflito sírio.

A Folha acompanhou o reencontro emocionado da família no aeroporto de Guarulhos.

Durante o cerco a Aleppo, Khadouj e Sedra passaram frio, fome e dormiram de favor na casa de parentes ou no chão de acampamentos improvisados. No Brasil, a adaptação delas não foi fácil. Sem falar o idioma, em uma cultura muito diferente e lidando com traumas do passado, entraram em depressão.

Sedra acabou indo para o Líbano em fevereiro deste ano para morar com outra irmã. A mãe tinha planos de se unir a ela, mas Abdul tentava regularizar os documentos quando a pandemia de coronavírus suspendeu os serviços do consulado. Outro filho se reuniu com eles e hoje vive com Abdul em São Paulo.

Assim como muitas mulheres sírias, Khadouj aprendeu com a mãe ?e depois ensinou as filhas? a cozinhar. Era uma das coisas que mais gostava de fazer e cobrava de Abdul que conseguisse ingredientes típicos difíceis de encontrar no Brasil para poder reproduzir os pratos favoritos de sua terra.

"Minha mãe era chef de cozinha. Todo dia fazia algo com um sabor diferente e era muito, muito bom. Aleppo tem 60 tipos de quibe, e ela conhecia todos. Também fazia um charuto delicioso, berinjela e abobrinha recheadas, doces", enumera ele.

Descrita por Abdul como uma mulher "alegre, comunicativa, com sangue quente e alma jovem", Khadouj fotografava e documentava tudo o que via em São Paulo para enviar às amigas e a familiares em outros países.

"Ela era muito querida e gostava de gente. Sempre falava um ditado árabe que é 'o paraíso sem pessoas não é paraíso'", diz. "Minha mãe foi muito guerreira, sofreu demais na vida. Nunca teve paz total. Quando chegava um momento mais calmo, logo vinham os problemas."

No mês passado, esse problema foi a Covid-19. Khadouj ficou 21 dias internada na UTI do Hospital das Clínicas. Por ser diabética e hipertensa, fazia parte do grupo de risco da doença, e seu estado se agravou.

Nas redes sociais, Abdul compartilhava as notícias que recebia dos médicos e pedia orações para Khadouj. No último domingo, Dia das Mães, ele andou pela avenida Paulista com um cartaz em que incentivava as pessoas a respeitarem o isolamento e a ficarem em casa durante a pandemia.

Três dias depois, recebeu o telefonema que mais temia.

Khadouj foi enterrada no Cemitério Islâmico do Brasil, em Itapecerica da Serra, na própria quarta-feira (13).

Tags

App +Gazeta

Confira notícias no app, ouça a rádio, leia a edição digital e acesse outros recursos

Aplicativo na Google Play Aplicativo na App Store
Aplicativo na App Store

Relacionadas