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Academia Alagoana de Letras homenageia Dr. Carlos Mendonça, vítima da Covid-19

Acadêmicos compartilharam memórias e lamentaram a perda do colega: 'O legado é imortal'

Entre as vidas tragicamente ceifadas pela pandemia do novo coronavírus, Alagoas lamenta a perda de Carlos Alberto Pinheiro de Mendonça, que faleceu aos 82 anos, no dia 13 de maio, em decorrência da Covid-19. Ele estava internado há duas semanas, na UTI da Santa Casa de Maceió. Além de presidente do Conselho Estratégico da OAM e do Instituto Arnon de Mello (IAM), o "Dr. Carlos Mendonça", como todos chamavam, deixa um legado precioso da docência e do serviço público à literatura.

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Membro da centenária Academia Alagoana de Letras (AAL), Carlos Mendonça era reconhecido pela gentileza e pela dedicação à memória alagoana. Contemporâneo do fundador do jornalGazeta de Alagoas, Arnon de Mello, ajudou a construir a história do maior complexo de comunicação de Alagoas, a OAM, do qual o jornalGazeta de Alagoasfaz parte.

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Na imprensa, Carlos Mendonça encontrou um meio de salvaguardar histórias marcantes do povo alagoano e encabeçou compilações, como a Enciclopédia dos Municípios, Memória Legislativa de Alagoas, Memória Cultural, além das mais recentes: Folguedos e Danças Populares de Alagoas e Alagoas 200 anos. Os projetos ousados, todos com o selo daGazeta de Alagoas, informam e registram, com riqueza de detalhes, o que há de mais precioso em um homem ou em uma sociedade: sua identidade.

Carlos Mendonça ocupou a cadeira de número 19 na Academia Alagoana de Letras e sucedeu o escritor Lêdo Ivo. Para os demais acadêmicos, a história de Carlos Mendonça comprova que, apesar da morte física, legados são imortais. Alguns dos seus confrades da AAL compartilharam memórias que enaltecem ainda mais esse legado, tal qual o Dr. Carlos Mendonça enalteceu em sua trajetória a memória alagoana e cuidou de registrá-la.

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Confira a repercussão entre os acadêmicos:

Sou dos que enxergam que os que partem não nos deserdam. Permanecem grudados nas nossas almas pelas lembranças do prêmio do convívio e pelo testemunho do exemplo. Pode parecer paradoxal ou talvez até insensato ou cruel dizer. Mas, ao invés do pranto talvez mais caiba o canto. O pranto fala da ferida rasgada pela perda; o canto celebra a história escrita por aquele que nada mais fez do que se encantar. Perdemos a presença física de Carlinhos Mendonça. Que pena! Mas é só. Ele continuará honrando a nossa Academia e abraçando, pela memória, cada um de nós.

Carlos de Barros Méro

Convivi com Dr. Carlos no Conselho Estratégico da Gazeta, juntamente com Milton Hênio e Dr. Vinicius. Um ser humano brilhante, fidalgo e excelente amigo. Uma grande perda para a família, a sociedade alagoana e nossa Academia Alagoana de Letras.

Enaura Quixabeira

Alagoas perde um grande filho. Homem culto e de fino trato, o Doutor Carlos Mendonça desempenhou com desenvoltura os cargos que exerceu, sejam na área pública ou privada. Além de confrade na Academia Alagoana de Letras, tive a honra de ser seu colega na Procuradoria Geral do Estado. Uma perda inestimável para os alagoanos. Meus sentimentos à família enlutada.

Arnaldo Paiva Filho

Carlos Mendonça foi um cidadão prestante das Alagoas. Procurador do Estado, utilizou os seus conhecimentos jurídicos em prol da defesa dos interesses maiores da administração pública. Homem de letras, apegado aos livros e à cultura, marcou época como presidente do Instituto Arnon de Mello, viabilizando a edição de verdadeiras obras-primas da nossa história e das nossas artes. Chefe de família exemplar, edificou com a sua doce Felina uma família que engrandece a nossa sociedade. Tive o privilégio de tê-lo como amigo, e recebi imorredouras lições nas muitas conversas que travamos em nossa Academia. Sentirei a sua falta, conquanto saiba que ele não desapareceu de vez: permanecerá conosco, na nossa saudade e no nosso bem querer.

Diógenes Tenório Júnior

Nossa gloriosa AAL perde um ilustre acadêmico e expoente jurista alagoano. Fica a memória de uma privilegiada convivência de fidalguia e integridade. Nesse momento astroso de distanciamento social, lamento não poder abraçar fisicamente seus insignes familiares, e em particular à sua esposa e minha estimada amiga Felina. O exemplo de dignidade de Dr. Carlos servirá de exemplo para todos nós.

Mirian Canuto

A idade nunca impediu Dr. Carlos Mendonça de participar ativamente dos assuntos de interesse de nossa AAL. Em novembro do ano passado, compareceu à festa do centenário e ainda esteve em uma das últimas reuniões conosco. Lamentavelmente, perdemos nosso confrade e Alagoas seu ilustre filho.

Benedito Ramos

Definiria o nobre e saudoso confrade Carlos Mendonça com uma palavra: impecabilidade. Demonstrada na lhaneza do trato, elegância da palavra e honestidade com que sempre pautou sua vida. Aos familiares, nossos sentimentos. Ao seu espírito, Luz e Paz.

Yaradir Sarmento

A perda de Carlos Mendonça é irreparável. Sua atuação na Organização Arnon de Mello rendeu belos e importantes trabalhos editoriais. Um confrade querido e respeitado na Academia de Letras.

Vera Romariz

Adepto fervoroso da ação em prol do pleno e perfeito funcionamento da Organização Arnon de Melo. "Jamais encontrei um servidor tão diligente e dedicado", disse-lhe certa vez...

Respondeu-me: quem corre por gosto não cansa. Este era Dr. Carlos Mendonça, exemplo ímpar de dignidade.

Ricardo Nogueira

Há homens que atravessam a vida em brancas nuvens. Sua presença no mundo não deixa marcas. São neutrais, sem sombras. Há outros que, por mais que desejem esconder-se, seu brilho não permite que passem despercebidos. Dessa última natureza foi o querido amigo Carlos Mendonça. Homem sempre gentil, inteligente, amigo dedicado, profissional competente, deixa marca indelével na vida de todos nós, que tivemos a dita de convivermos com ele e provarmos da sua fidalguia.

Marcos Bernardes de Mello

Dr. Carlos Mendonça era um verdadeiro gentleman, um pai de família admirável e um intelectual de porte e cuja a lucidez fará grande falta sobretudo neste momento tão difícil.

Fernando Maciel

Um homem de estilo, que teve fé no trabalho, na dignidade, na liberdade e nos valores intelectuais e morais.

Jorge Luiz Soares

Lamento profundamente o falecimento do advogado e escritor Carlos Mendonça, que tanto contribuiu com a AAL, como acadêmico, e disseminou elevado conhecimento cultural. Deixa para a posteridade publicações importantes sobre a história e os patrimônios culturais e arquitetônicos de Alagoas. Nossa solidariedade aos familiares e amigos enlutados pela irreparável perda. Descanse em paz, querido consórcio Dr. Carlos Mendonça, e que Deus o receba em sua Glória.

Rosiane Rodrigues

Conheci Carlinhos ainda ele menino, andando com o seu avô, o Sr. Pinheiro. Já era curioso com as obras do avô construtor. Passam-se anos, Carlos Mendonça gradua-se em Direito, seguindo a carreira do seu pai, Dr. Alfredo Gaspar de Mendonça, um dos mais notáveis juristas que Alagoas conheceu. Volto de Recife como engenheiro e sigo encontrando-me com Carlinhos, até chegar à direção da Organização Arnon de Mello. O nosso amigo comum, o senador Fernando Collor, convidou-me e logo aceitei participar como conselheiro. No Conselho Estratégico travamos, em muitas reuniões com Carlinhos, o glorioso destino da OAM! Ele foi sempre entusiasta e muito deu de sua inteligência e tirocínio para o desenvolvimento da Gazeta de Alagoas. Todos nós, seus amigos, estamos de pesar pelo seu falecimento e muito mais o estado de Alagoas.

Vinicius Maia Nobre

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