Rui Palmeira defende o isolamento social, mas sem lockdown na capital alagoana
Durante coletiva, prefeito disse que recursos federais, que serão enviados aos municípios, ainda não chegaram a Maceió
O prefeito Rui Palmeira e o secretário municipal de Saúde, José Thomas Nonô, concederam entrevista coletiva, nesta terça-feira (26), para falar sobre o combate ao novo coronavírus na capital alagoana. Rui defendeu o isolamento social como forma de evitar o contágio e a sobrecarga do sistema de saúde, mas se mostrou contra do lockdown, que seria uma medida mais rígida para evitar que as pessoas saiam às ruas. O prefeito também falou que os recursos emergenciais do governo federal, que serão enviados para os municípios brasileiros, ainda não chegaram.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

"A Covid-19 tem chegado muito perto de todos nós. Conseguimos disponibilizar leitos na Santa Casa, mas infelizmente, hoje, esses leitos já estão lotados, Se a pessoa precisar hoje de um leito privado, vai ter muita dificuldade para conseguir. O isolamento é uma forma de evitar o contágio", destacou Rui Palmeira.
Leia também
Na coletiva, o prefeito citou algumas ações que estão sendo colocadas em prática na capital com o objetivo de evitar o contágio pelo novo coronavírus, como a desinfecção de áreas públicas e as fiscalizações para que haja o cumprimento dos decretos municipal e estadual que estão em vigor. Ele também citou a distribuição dos kits de merenda escolar para os alunos da rede pública que estão, em razão da pandemia, fora das salas de aula.
Sobre a implantação do lockdown na capital alagoana, Rui Palmeira disse não acreditar na sua eficácia. "Já endurecemos todo o possível", afirmou o prefeito, destacando que é preciso mais conscientização por parte da população para que fiquem em casa e se protejam.


Prisão de influenciador vira munição em disputa entre JHC e Paulo Dantas

PL de AL aposta em ex-vereador para liderar juventude do partido

Inauguração de avenida em Arapiraca mobiliza lideranças e sinaliza articulação política

Antigos rivais, Sérgio Lira e Marcos Madeira se juntam em apoio a JHC
"Nosso apelo é sempre pra que as pessoas continuem nesse sacrifício do isolamento social, que é a forma de evitar o contágio, porque mesmo com esse aumento de leitos, se as pessoas não cumprirem o isolamento, fatalmente irá faltar leito na cidade de Maceió", concluiu.
O secretário Thomas Nonô também ressaltou a importância da conscientização das pessoas. Para ele, os maceioenses precisam ter clareza da situação atual da doença no município para que sejam convencidos a adotar as medidas de prevenção.
Sobre a pressão dos segmentos do comércio para a reabertura dos estabelecimentos comerciais, Rui Palmeira disse que, no momento, ainda não é hora e que é preciso aguardar que a curva da doença seja achatada para que isso possa acontecer.
Recurso emergencial
A respeito do recurso emergencial para ajudar os municípios brasileiros, que têm sentido os efeitos econômicos provocados pela pandemia, o prefeito Rui Palmeira destacou que o dinheiro ainda não chegou.
"Sobre o projeto aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente Bolsonaro, os recursos ainda não chegaram. Pelo que sabemos, o governo federal vai pagar em quatro parcelas, mas, até o momento, não chegou nada até Maceió", pontuou Rui Palmeira.
