Bolsonaro usa helicoptero oficial para ver protesto pró-governo
Protesto tinha faixas pedindo fechamento do STF, do Congresso e intervenção militar
Como nas últimas três semanas o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a prestigiar protestos de simpatizantes a favor do governo, mas conta o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso (Câmara e Senado). Desta vez para ter uma visão total do ato requisitou o helicptero oficial e fez um sobrevoo pela Esplanada dos Ministérios onde se concentravam os manifestantes.
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Depois, quebrou o distanciamento social, desceu e caminhou para cumprimentar seus apoiadores que estavam em frente ao Planalto. Ele não utilizava máscara, obrigatória no Distrito Federal como medida de combate à Covid-19. Em seguida, andou a cavalo diante de manifestantes.
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Na domingo passado (24), o presidente também havia utilizado um helicóptero para sobrevoar a área.
Neste domingo, uma carreata e pessoas à pé se dirigiram à Praça dos Três Poderes, onde um grupo se aglomerou à espera do presidente da República.


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O helicóptero deu pelo menos seis voltas na Esplanada e pousou por volta das 12h no Palácio do Planalto.
Como tem ocorrido constantemente, o STF foi o principal alvo das palavras de ordem e das placas carregadas por manifestantes.
Placas afirmavam: "Supremo é o povo" e "Abaixo a ditadura do STF". Faixas faziam ataques ao Supremo e pediam intervenção militar. Congressistas foram chamados de corruptos.
Neste sábado (30), sem compromissos oficiais previstos, Bolsonaro também usou um helicóptero, desta vez para visitar cidades de Goiás que ficam próximas a Brasília.
De acordo com imagens publicadas por apoiadores nas redes sociais, sem usar máscara, o presidente causou aglomeração em uma lanchonete no município de Abadiânia, contrariando orientações sanitárias e repetindo cenas provocadas por ele durante a pandemia do coronavírús.
No início da madrugada deste domingo, um grupo de pessoas mascaradas carregando tochas protestou em frente ao STF (Supremo Tribunal Federal).
Os manifestantes eram liderados por Sara Winter, investigada no inquérito contra fake news que tramita no STF.
Ela é um dos líderes do chamado movimento "Os 300 do Brasil", grupo armado de extrema direita formado por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro que acampam em Brasília.
Com máscaras, roupas pretas e tochas, o grupo, formado por poucas dezenas de pessoas, desceu a Esplanada e, segundo imagens divulgadas por eles nas redes, se posicionou em frente ao Supremo.
