Por que o lançamento do Falcon9 é um marco na exploração espacial? Veja detalhes
Empresa de Elon Musk conseguiu trazer parte do foguete de volta à terra firme em manobra que exige precisão
O lançamento da Drew Dragon, cápsula da SpaceX enviada ao espaço no último sábado (30), marcou o início de uma nova era da exploração espacial pelos seres humanos. Os astronautas da Nasa Doug Hurley e Bob Behnken já estão na Estação Espacial Internacional (ISS), onde devem permanecer até agosto. No entanto, outro feito que entrou para a história ocorreu enquanto a cápsula viajava no gelado espaço: a recuperação do primeiro estágio do foguete Falcon 9.
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Foguetes são caríssimos. O Falcon 9, por exemplo, custou cerca de US$ 90 milhões. O primeiro estágio é a parte mais cara e pesada, além de ser responsável por impulsionar o lançamento e queimar uma enorme quantidade de combustível. O problema é que, muitas vezes, quando ocorre o desacoplamento inicial, essa parte gigante de metal é perdida, tornando os lançamentos mais dispendiosos.
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Mas a SpaceX fez direito a lição de casa e, além de enviar dois homens à ISS, conseguiu trazer de volta a parte mais cara de seu foguete. O procedimento complexo foi bem sucedido e o foguete pousou em um navio autônomo, bem no meio do Oceano Atlântico, minutos depois da decolagem.

Recuperar essa parte do foguete é um grande avanço. O retorno precisa de cálculos precisos e de propulsores, que ajudam a controlar o foguete em direção aos navios, que ficam a postos em uma área calculada, com um heliporto flutuante.


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Os dois marcos e o sucesso das operações fizeram a SpaceX, do excêntrico bilionário Elon Musk, entrar para a história. E colocaram ainda mais expectativa aos planos da empresa, que pretende levar a primeira mulher à lua até 2024 e humanos ao planeta Marte até 2030. O projeto, chamado de Ártemis, ocorre em parceria com a Nasa.
* Com informações do Uol.
