Polícia procura dono de terreno onde menino foi morto por cães
'Um filho maravilhoso, infelizmente aconteceu essa fatalidade e estou sem meu filhinho', disse o pai da vítima
A polícia procura o dono de um terreno em Americanópolis, na Zona Sul de São Paulo, onde um menino de dez anos foi atacado e morto por seis cachorros. Segundo vizinhos, no local funcionava uma garagem de ônibus que foi desativada há cerca de cinco anos.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

O corpo de Luiz Fernando Teixeira de Santana foi liberado pelo Instituto Médico Legal (IML) central durante a madrugada desta quinta-feira (26). Emocionado, o pai do garoto cobrou um posicionamento do dono do terreno e questionou a falta de placas avisando sobre a presença dos cães.
Leia também
"Não tem placa de identificação de que consta animal no terreno. (...) Um filho maravilhoso, infelizmente aconteceu essa fatalidade e estou sem meu filhinho", disse Manoel Luiz de Santana. Por volta das 11h, o corpo do menino foi levado para o Cemitério Campo Grande.
A diretoria de divisão de Vigilância de Zoonoses da Prefeitura também está atrás do responsável pelo terreno porque é necessária uma vistoria mais detalhada para avaliar se os cães sofriam maus tratos.


Suspeito de matar jovem de 19 anos no Ouro Preto, em Maceió, é preso

Denúncia anônima ajuda PM a apreender armas em Maceió

Goleiro do CSA, Wellerson desabafa após falha em empate com Jacuipense - 2/6/26

CRB se reapresenta e inicia preparação para duelo contra o São Bernardo - 2/6/26
O ataque
Quatro vira-latas, um pittbull e um rotweiller atacaram o menino na tarde desta quarta-feira (25). Luiz Fernando Teixeira de Santana, de 10 anos, brincava com dois amigos em uma praça da Avenida Cupecê, na Cidade Ademar. A pipa dele caiu em um terreno, ele pulou o muro para pegar e foi atacado pelos cães.
Ao perceberem o ataque, vizinhos atiraram pedras e pedaços de paus para tentar afastar os animais. "A gente pegou enxada, pau, pedra e viemos para cá para tentar deixar o cachorro assustado para os rapazes pularem e tentarem socorrer a criança", disse Cristina Rocha, moradora do bairro.
Uma equipe médica chegou de helicóptero e tentou reanimar o menino durante 30 minutos, mas ele morreu no terreno. A mãe chegou uma hora depois no local e soube da morte do filho.
O Boletim de Ocorrência foi registrado como morte suspeita e a polícia vai investigar se os cães estavam ferozes por fome ou maus tratos. Caso seja confirmado maus tratos, o dono deverá ser multado.
Socorro
Edilson de Souza Raimundo, de 20 anos, foi quem chamou a polícia e tentou socorrer a criança. Ao pular no terreno, ele também foi mordido na perna.
"Falei para o pessoal: vamos entrar comigo todo mundo? Ninguém quis entrar. Aí peguei e fui na avenida ver se achava uma viatura. Encontrei uma, chamei os policiais e voltei para cá. Nesse tempo os cachorros largaram o menino e foram lá para o fundo, foi a hora que decidi entrar para pegar ele. Aí eles voltaram. Eu tentei sair correndo, mas eles pegaram na minha perna. Foi a hora que o policial chegou e deu o tiro no cachorro".
O rapaz foi socorrido no Hospital Municipal Dr Arthur Ribeiro de Sabóia. Após receber curativos, tomou vacina antitetânica e foi liberado.
Antes de a polícia chegar, moradores tentaram, sem sucesso, afastar os cães com paus e pedras. Quando a polícia chegou, atirou para afastar os cães.
Durante o atendimento à criança, os cachorros tentaram atacar novamente. Os policiais atiraram. Dois animais foram sacrificados e um terceiro ficou ferido. Três ficaram acuados no canil dentro do imóvel.
A polícia disse que não encontrou nenhum dos responsáveis pelo terreno. A diretoria de divisão de Vigilância de Zoonoses da Prefeitura da capital informou que mandou uma equipe para resgatar os animais. E que o proprietário pode ser multado se forem confirmados os maus-tratos.
No terreno, não há avisos de que havia cães ferozes no terreno.
