Bolsonaro diz que 'está chegando a hora de tudo ser colocado no devido lugar'
Presidente também afirmou que a quebra de sigilo de parlamentares de sua base política 'não tem história nenhuma vista numa democracia
Em conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada, na manhã desta quarta-feira (17), o presidente Jair Bolsonaro disse que não será o primeiro a agir e, sem se referir diretamente a quem, disse que estão abusando e que está "chegando a hora" de tudo ser posto no seu lugar.
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"Eu estou fazendo exatamente o que tem que ser feito. Eu não vou ser o primeiro a chutar o pau da barraca. Eles estão abusando, tá? Isso está a olhos vistos", afirmou o presidente.
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Para ele, a quebra de sigilos bancários de dez deputados e um senador governistas "não tem história nenhuma vista numa democracia, o mais frágil que ela seja".
A quebra de sigilo bancário foi um pedido da Procuradoria-Geral da República, autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na última terça-feira (16). O objetivo da medida é identificar financiadores de atos antidemocráticos nos quais manifestantes pediram fechamento do Supremo, do Congresso e intervenção militar.


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"O ocorrido no dia de ontem [terça-feira], no dia de hoje, quebrando sigilos de parlamentares, não tem história nenhuma vista numa democracia, o mais frágil que ela seja. Então, está chegando a hora de tudo ser colocado no devido lugar", disse Bolsonaro.
"Está chegando a hora de nós acertamos o Brasil no rumo da prosperidade. E todos, sem exceção, entenderem o que é democracia. Democracia não é o que eu quero, o que você, o que outro poder quer, o que outro poder quer. Está chegando a hora, fique tranquila", completou o presidente, ao se dirigir aos apoiadores.
A conversa de Bolsonaro com apoiadores foi transmitida pelas redes sociais do canal "Foco do Brasil".
Na terça, Bolsonaro já havia publicado em uma rede social uma série de dez mensagens nas quais aponta "abusos", "violação de direitos" e "ataques concretos" ao governo e que, diante disso, tomará as "medidas legais" para, segundo afirmou, proteger a Constituição.
