Viúva de Paulo Freire sobre Weintraub: 'Legado de como não fazer e como não ser'
Ana Maria Freire afirma que Weintraub se 'achava muito importante' e que não deixará legado para o MEC

Viúva de Paulo Freire, a educadora Ana Maria Freire está em festa desde sexta-feira, quando Abraham Weintraub deu o último abraço em Jair Bolsonaro e foi expelido do Ministério da Educação.
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"Fiquei muito contente. Vejo como algo muito bom. Esse homem (Weintraub) tinha um espírito escuro, que não ouvia o outro, se achava muito importante, prepotente, escrevendo e falando errado", analisou a educadora.
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Com 87 anos, Ana Maria criticou ainda a forma como Weintraub anunciou sua saída do MEC, por meio do vídeo ao lado de Jair Bolsonaro, e em que lê um bilhete de despedida e pede um abraço ao presidente.
"Ele levou um bilhetinho e falou que ia ler. Mas era algo insignificante, qualquer menino de ginásio poderia falar sem ler. Ele não contribuiu em nada. Algo de estarrecer. O presidente está calado".


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Ela também afirma que Weintraub deixou "apenas um legado de como não fazer e como não ser" e que vai "entrar nos livros de história como alguém que atrapalhou a educação".
Sobre a ida para o Banco Mundial, Ana Maria também criticou a promoção.
"É uma vergonha que as pessoas que mereceriam até a cadeia sejam recolocadas em lugares cada vez mais promissores".
Crítico ferrenho de Paulo Freire, Weintraub afirmou que o educador representava o "fracasso da educação esquerdista" e era "feio, fraco e não tem resultado positivo". O ex-ministro também ameaçou derrubar uma placa de homenagem a Freire no MEC.
