Manifestantes criticam decreto e pedem CPI para apurar recursos enviados a AL
Empresários pedem a atuação da ALE e da PF para investigar os gastos com a pandemia; reabertura econômica foi adiada para o início de julho
Um dia após o governador Renan filho (MDB) prorrogar o decreto de isolamento social em Alagoas, empresários e apoiadores do presidente Jair Bolsonaro protestaram, na noite desta terça-feira (23), contra o adiamento da reabertura econômica, além de cobrar a instalação de uma CPI, na Assembléia Legislativa de Alagoas (ALE), e a presença da Polícia Federal (PF) para a investigar os gastos dos gestores com a pandemia do novo coronavírus (Covid-19).
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Na manifestação, que aconteceu em trecho da Avenida Fernandes Lima, na capital alagoana, os manifestantes usaram carros de som e seguravam faixas, que tinham frases como "trabalho é vida" e "Alagoas pede a CPI da Covid-19". Havia faixas também com "Fora, Renan. Alagoas não pode morrer".
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A prorrogação do decreto até as 23h59 do dia 30 de junho ignorou o apelo dos empresários e comerciantes, que firmaram o compromisso de abrir as portas de forma segura ao seguirem os protocolos de saúde para prevenir o contágio do vírus. Com isso, entidades reagiram ao decreto assinado pelo governador Renan Filho, já que os estabelecimentos vinham colocando em prática a preparação para a retomada.
Inclusive, após o anuncio do adiamento da reabertura, aAssociação Brasileira de Bares e Restaurantes em Alagoas (Abrasel-AL) publicou um comunicadonas redes sociais, informando que, devido aos 90 dias de fechamento dos estabelecimentos, desde o primeiro decreto governamental, o setor já amarga 30% de demissões.


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"Infelizmente, muitos dos nossos empresários já anunciaram o fechamento de suas portas, e a previsão é de que esse número cresça ainda mais, chegando à lamentável estatística de 40% de encerramento das atividades nos próximos meses. A Abrasel/AL contabiliza cerca de 15 mil estabelecimentos de alimentação fora do lar. Em sua grande maioria, empresas familiares onde todos dão a sua vida diariamente para garantir o sustento da atividade", diz trecho da nota.
Além disso, conforme um levantamento do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), vinculado ao Ministério da Economia, oEstado extinguiu 1.608 postos de trabalho com carteira assinada em abril, consagrado-se como o segundo maior volume de fechamento de vagas formais de trabalho.
Comprovando a situação, uma pesquisa do Ministério da Economia também mostrou que número de pedidos de seguro-desemprego em Alagoas avançou 45% na passagem de abril para maio. Os números de pedidos do benefício saltaram de 5.687 para 8.247 entre os dois meses.
A manifestação foi acompanhada por viaturas da Polícia Militar de Alagoas (PM/AL).












