Sem trabalhar, taxistas do interior cobram auxílio ao governo do estado
Categoria pede também prorrogação do pagamento do IPVA e devolução de veículos apreendidos
A Associação dos Taxistas do Interior do Estado de Alagoas (Atial) protocolou ofício, nesta quarta-feira (1º), em conjunto com a Associação dos Profissionais do Táxi de Maceió (Asprotam), solicitando auxílio emergencial ao Governo do Estado. O documento afirma que os prestadores de serviço estão passando por dificuldades financeiras devido ao decreto de combate ao Covid-19.
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Enquanto tomam as medidas como necessárias e importantes para o combate ao novo coronavírus, os taxistas, especialmente os do interior, vêm sofrendo com certas restrições impostas, como a impossibilidade de operarem "por frete", levando passageiros do interior para a capital ou para cidades maiores, normalmente para compras.
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Esses profissionais estariam contemplados na categoria de "autônomos" no pacote de auxílio do Governo Federal que vêm sendo chamado de "coronavoucher", que deve garantir R$ 600 reais por mês aos cidadãos. A medida, contudo, ainda tramita pela burocracia federal. "Temos taxista aí sem estrutura para alimentar suas famílias", reclama Luiz Liberato, presidente da Atial.
A associação, que representa cerca de 5.000 taxistas do interior, pede que o governo estadual conceda ajuda para a categoria em forma de auxílio financeiro ou cestas básicas. Medidas de facilitação de trâmites burocráticos e fiscais também são requisitadas.


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"Sempre tem gente indo do interior para os grandes atacadistas, especialmente nesse período, para fazer as compras e passar dois, três meses no isolamento. Mas não podemos fazer o frete para a capital", conta. Segundo ele, alguns taxistas, desesperados, tentaram em fazer os trajetos, e tiveram os veículos apreendidos. O documento solicita, também, a liberação dos veículos, numa espécie de anistia.
A cobrança do Imposto Sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) também é alvo de demanda da associação, que pede a prorrogação dos pagamentos. "Estamos sem renda, não dá para esperar que a gente consiga honrar esses pagamentos", desabafa o presidente da associação.
Procurado, o Governo de Alagoas informou que ainda não havia tomado conhecimento do protocolo e que iria notificar a imprensa quando tivesse uma posição à respeito.
