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Conta de energia fica 9,85% mais cara em Alagoas a partir desta quarta-feira

Para consumidores residenciais, o reajuste será de 8,96%

Os consumidores alagoanos vão pagar 9,85% em média mais caro pela conta de luz a partir desta quarta-feira (1º), quando entra em vigor o reajuste autorizado em abril, pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Para consumidores residenciais, o reajuste será de 8,96%. Já para a indústria, a nova tarifa terá um avanço de 11,68%.

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De acordo com a agência reguladora, o cálculo do reajuste considera a variação de custos associados à prestação do serviço, os encargos de transmissão de energia e os custos gerenciados pela empresa para manter suas atividades.

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Em abril, a Equatorial Energia Alagoas havia solicitado uma revisão tarifária em que previa um aumento médio de 12,02% na conta de luz - 2,17 pontos percentuais a mais do que o autorizado pela Aneel -, sendo 11,36% para consumidores residenciais, e 13,74% para comércio e indústria.

A possibilidade de revisão das contas de luz da Equatorial Alagoas estava prevista nas regras da privatização da concessionária, que pertencia à Eletrobras. O assunto foi objeto de consulta pública conduzida pela Aneel entre os dias 5 de fevereiro e 20 de março de 2020. Segundo a agência, os fatores que mais impactaram a revisão foram os custos das atividades de distribuição e transmissão de energia.

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Em nota, a Equatorial informou à Gazeta que a última revisão periódica em Alagoas ocorreu em 2013. Já a seguinte estava prevista para 2017, mas não aconteceu, pois o contrato de concessão anterior, que previa revisões a cada quatro anos, venceu em 2016, e não foi prorrogado pela Eletrobras.

"A nova tarifa estava prevista para entrar em vigor em 03 de maio. Entretanto, devido ao cenário da pandemia de Covid-19, a Aneel postergou a aplicação do reajuste para 01 de julho", informou à equatorial, em nota. A companhia esclareceu ainda que a revisão tarifária extraordinária substitui o reajuste tarifário anual para os alagoanos, "e com isso não haverá outra correção de tarifa em 2020".

QUEDA

Segundo levantamento da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), o consumo de energia em Alagoas nas distribuidoras da Eletrobras registrou a maior retração do País em abril e maio - meses impactados por quarentenas decretadas por governos e prefeituras para conter a disseminação do coronavírus. De acordo com os dados, o consumo no Estado recuou ,82% no bimestre.

Segundo reportagem do UOL, os setores comercial e industrial têm visto significativa retração na demanda em meio à pandemia, enquanto residências estão até consumindo mais, devido à opção de diversas empresas por colocar funcionários para trabalhar de casa.

O levantamento da CCEE mostra que somente em maio, a retração no consumo de energia eletríca em Alagoas atingiu 8%. Como a Gazeta de Alagoas mostrou, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 491,4 milhões para a Equatorial Energia Alagoas, como parte do plano de investimento da concessionária previsto até dezembro de 2023.

O empréstimo acontece em um momento crítico para o setor, que vem sofrendo com a queda do consumo industrial e comercial em decorrência dos efeitos econômicos da pandemia do Covid-19. Levantamento do BNDES mostra que a companhia foi prejudicada com o decreto do governo de Alagoas, que proibiu o funcionamento de indústria e comércio no Estado

RETRAÇÃO

Em todo o País, segundo CCEE, consumo de energia elétrica no país recuou 11% em maio, principalmente devido às medidas de isolamento social para combate à Covid-19. Em nota, a CCEE ressalta que os feriados adiantados para o período de 23/05 a 29/05 no país tiveram impacto pontual no consumo médio dos locais que aderiram à medida. A Bahia passou a liderar o ranking, com uma queda de 20%, seguida pelo Rio de Janeiro, onde a demanda recuou 19%. Completam a lista das cinco maiores reduções percentuais os estados do Rio Grande do Sul (- 17%), Espírito Santo (- 16%) e Mato Grosso do Sul (- 15%). Três estados tiveram alta no consumo: Pará (6%), Amapá (2%) e Maranhão (2%). "O aumento se explica pela elevação da demanda em algumas indústrias nesses estados, como alimentícia e a química", diz a CCEE, em nota.

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