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Mais um índio alagoano morre vítima de Covid-19, aponta Ministério da Saúde

Número de casos da doença no Distrito Sanitário Indígena Alagoas e Sergipe sobe para 49

Subiu para dois o número de mortes de indígenas alagoanos vítima de Covid-19, segundo boletim divulgado nesta quinta-feira (25), pelo Ministério da Saúde. O nome do indígena e a data da morte não foram divulgados pelo órgão. Sabe-se, no entanto, que a vítima pertencia à etnia Kariri Xocó de Porto Real do Colégio - a 170 km de Maceió -, a mesma que registrou a primeira morte, no início de maio deste ano. Uma terceira morte na aldeia está sob investigação.

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De acordo com o boletim do Ministério da Saúde, o número de casos no Distrito Sanitário Indígena (Dsei) Alagoas e Sergipe subiu para 49, com 18 suspeitos e outros 51 casos já descartados. O boletim aponta ainda 28 curas clínicas. O órgão informa que os distritos indígenas de Alagoas e Sergipe abrangem uma população de 12,47 mil índios distribuídos em 31 aldeias espalhadas por 10 municípios - nove deles em Alagoas, onde a população é formada por 10.771 índios de 11 etnias, a maioria situada no Alto Sertão e Baixo São Francisco.

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Para tentar conter o avanço da Covid-19, o Dsei Alagoas e Sergipe iniciou este mês uma série de barreiras sanitárias nas entrada das tribos, em especial na Kariri Xocó, onde há o maior número de registros de casos de Covid-19, com 27 ocorrências confirmadas e outras quatro suspeitas.

Segundo Marcos Sabaru, da etnia Tingui-Botó, do município de Feira Grande, Agreste de Alagoas, os casos de Covid-19 nas aldeias alagoanas vêm crescendo cada vez mais. Ele denuncia uma subnotificação de casos porque, por medo, muitos índios não fazem os testes da doença. "Na verdade, estamos abandonados pelo Estado - quer seja pelas secretarias municipais ou estadual de Saúde", lamenta. "Além disso, o papel da Funai [Fundação Nacional do Índio] é tímido. Também desconhecemos as ações da Sesai [Secretaria Especial de Saúde Indígena]", completa.

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A primeira vítima fatal da doença nas aldeias alagoanas foi uma indígena da Kariri Xocó de 56 anos, que estava internada desde o dia 3 de maio, em um hospital na cidade de Propriá (SE), onde faleceu quatro dias depois. De acordo com o ministério da Saúde, ela fazia parte do grupo de risco para Covid-19, era portadora de doenças cardíaca, renal e pulmonar e, por opção da família, era acompanhada por um médico particular, porém recebia visitas domiciliar da Equipe Multidisciplinar de Saúde Indígena.

Desde a quinta-feira (25), a reportagem tenta falar com o coordenador do Dsei Alagoas e Sergipe, Ivaldo José da Silva Melgueiro, mas ele não atendeu às ligações nem respondeu às mensagens deixada no aplicativo de comunicação.

Em nota, o Ministério da Saúde informou que o Dsei Alagoas e Sergipe segue monitorando todos os pacientes e profissionais. "As soluções empreendidas fazem parte das determinações da Secretaria Especial de Saúde Indígena e se fundamentam nas decisões adotadas pelo Comitê de Crise Distrital, com base no Plano de Contingência Nacional e no Plano Distrital para Infecção Humana pelo Novo Coronavírus em Povos Indígenas", enfatiza.

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