Após cobranças da ALE, Governo de AL normatiza uso da cloroquina para Covid-19
Protocolo é adotado no Estado somente 20 dias depois de autorização do medicamento dada pelo Ministério da Saúde
Somente 20 dias após o Ministério da Saúde (MS) autorizar o uso da cloroquina e hidroxicloroquina no Brasil e a Assembleia Legislativa Estadual (ALE) fazer cobranças, o Governo Renan Filho (MDB) instituiu o protocolo de recomendação do uso destas medicações, aliadas com o antibiótico azitromicina, aos pacientes com suspeita ou confirmação de Covid-19.
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As regras de condutas terapêuticas hospitalares constam numa portaria publicada na edição desta quarta-feira (15), do Diário Oficial do Estado (DOE), assinada pelo secretário estadual de Saúde, Alexandre Ayres.
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A autorização para que se administrasse estas substâncias no tratamento dos doentes foi dada pelo Governo Federal, no dia 25 de março deste ano. Inicialmente, o Ministério da Saúde liberou a indicação para os casos mais agravados, quando se tem um quadro de Síndrome Respiratória Aguda Grave e há um comprometimento do sistema respiratório provocado pela ação do novo coronavírus.
Na mesma semana em que autorizou a medicação, o MS começou a distribuir aos estados, inclusive para Alagoas, 3,4 milhões de unidades de cloroquina.


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No dia 30 de março, o Poder Legislativo Estadual aprovou um requerimento do deputado Davi Maia (DEM), que pedia ao Governo do Estado a compra destas drogas a serem usadas no trato dos pacientes com a Covid-19 em Alagoas. Ele considerou, para fazer o pedido, os protocolos adotados por outros países (França e Estados Unidos, por exemplo) e pelo Hospital Albert Einstein, em São Paulo, que já usam estes medicamentos, e os resultados têm sido eficazes.
O uso destes remédios é defendido pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) desde que os primeiros casos surgiram no País. O chefe da nação chegou a falar sobre o assunto em diversas ocasiões, inclusive em pronunciamentos feitos em cadeira de rádio e TV, mas foi amplamente criticado, lá no começo, por falta de estudos científicos aprofundados acerca da eficácia concreta destas substâncias no combate ao novo coronavírus. A pesquisa ainda não está fechada, mas já demonstrou que a administração da cloroquina tem obtido resultados favoráveis.
Na portaria, o secretário Alexandre Ayres não cita o Ministério da Saúde, tampouco o presidente da República, mas diz considerar que as evidências científicas apontam um impacto favorável na evolução da doença, quando da utilização de cloroquina e hidroxicloroquina em pacientes com Covid-19, nos quadros leves, moderados e graves. Além disso, citou a recomendação da Sociedade Alagoana de Infectologia (SAI) para o manejo dos casos suspeitos e confirmados da doença.
Além de estabelecer as condutas a serem adotadas no tratamento hospitalar, com a administração dos medicamentos, a Sesau orienta que os médicos devem esclarecer aos pacientes ou aos familiares deles todas as implicações que podem surgir como efeito colateral do uso destes remédios. O doente e o profissional terão que assinar um termo de esclarecimento e declaração, respectivamente.
