Corinthians volta a dever três meses de salários atrasados para os jogadores
Diretor de futebol do Corinthians, Duílio Monteiro Alves, diz que não teme um movimento de jogadores tentando se desvincular na Justiça do Trabalho
O Corinthians chegou ao terceiro mês com atraso salarial. A situação representa um risco, porque a Lei Pelé, no artigo 31, permite que um jogador busque a rescisão se o clube atrasar em três meses ou mais o seu salário. Vale também para FGTS e contribuições previdenciárias.
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Mas o diretor de futebol do Corinthians, Duílio Monteiro Alves, diz que não teme um movimento de jogadores tentando se desvincular na Justiça do Trabalho. Ele argumenta que tem sido transparente com os atletas - e que eles, por sua vez, têm dado suporte para que o clube enfrente as dificuldades causadas pela pandemia do novo coronavírus.
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- Nunca tivemos esse tipo de problema com nenhum grupo. Somos sempre claros e sempre cumprimos o que combinamos com eles. Logo será tudo solucionado, eles sabem da situação, acompanham, sabem que não é só aqui, que o mundo está de ponta cabeça, que muitos outros clubes, apesar de vocês não falarem, também estão com atrasos iguais ou maiores - disse o diretor.
A diretoria acertou uma parcela que estava em atraso em meados de junho. O valor era referente ao mês de abril (50% do valor das férias). Restam ainda os salários de março, maio e, agora, também junho. Os dois últimos meses, é bom lembrar, já com redução de 25% por conta da pandemia.


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Em conversa com oGloboEsporte.com, Duílio lamentou a queda de receitas por conta da paralisação do futebol. O Timão teve cortes no recebimento de patrocínios e também na cota de transmissão, já que os campeonatos pararam. O faturamento mensal caiu em cerca de 60%.
Segundo Matias Ávila, diretor financeiro do Corinthians, a situação voltará a se normalizar assim que o Timão voltar a entrar em campo, o que deve acontecer com a retomada do Paulistão no fim do mês. O retorno será em 22 de julho.
Além disso, o clube espera receitas de vendas de jogadores como Pedrinho, ao Benfica, e Gustagol para pagar os compromissos mais emergenciais. Pelo balanço de 2019, que é contestado internamente, o clube tem uma dívida de R$ 665 milhões, sendo R$ 399 milhões de curto prazo.
