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Empresário preso já participou de eventos do MBL e teve página banida

Luciano Ayan é um pseudônimo que Afonso criou para evitar a relação de sua identidade com seu ativismo político

O empresário Carlos Augusto de Moraes Afonso (conhecido pelo pseudônimo Luciano Ayan nas redes sociais), preso na manhã desta sexta-feira (10) pela Polícia Civil de São Paulo por suspeita de envolvimento no desvio de mais de R$ 400 milhões, já participou de eventos do MBL (Movimento Brasil Livre) e teve uma conta no Facebook bandida pela rede social. A operação também prendeu o empresário Alessander Mônaco Ferreira.

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Embora o MBL negue que eles sejam membros do movimento, um minidoc publicado pelo UOL em 2018, dirigido por Carlos Juliano Barros e Piero Locatelli, revela a primeira vez que Luciano Ayan apareceu em público, justamente em um congresso do MBL em São Paulo (assista ao momento a partir de 01'32'' no vídeo abaixo).

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"Nosso problema hoje é que a censura é a principal frente de batalha da extrema esquerda. E nós vamos ter que nos preparar para isso. E pensando em termos de guerra, uma guerra política", disse na época.

Luciano Ayan é um pseudônimo que Afonso criou para evitar a relação de sua identidade com seu ativismo político, que ficou notório quando o MBL compartilhou uma matéria falsa sobre a morte da vereadora Marielle Franco (PSOL) publicada pelo site Ceticismo Político, criado pelo empresário em 2017.

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Em março de 2018, dez dias após o assassinato de Marielle, a página do Ceticismo Político foi derrubada pelo Facebook, que notou violação de suas normas. Até aquele momento, Ayan não havia revelado publicamente que se chamava Carlos Augusto de Moraes Afonso.

No minidoc publicado pelo UOL em 2018, também há um registro de Ayan discursando em um acampamento do MBL em frente à sede do Facebook em São Paulo, numa ofensiva contra a rede social após o empresário ter sua conta banida (assista no vídeo abaixo a partir de 10'15'').

"O nazismo começou com esse tipo de perseguição política e censura que o Facebook está fazendo no Brasil, violando a soberania nacional", discursou, em meio aos ativistas.

Em nota, o MBL afirma que Alessander e Carlos Augusto "não são integrantes e sequer fazem parte dos quadros do MBL. Ambos nunca foram membros do movimento. Uma notícia veiculada de maneira errônea por um portal criou tal confusão".

Procurado pelo UOL, o deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP) também negou que os detidos sejam membros do MBL. "Alessander Monaco Ferreira e Carlos Augusto de Moraes Afonso não são integrantes e sequer fazem parte dos quadros do MBL. Ambos nunca foram membros do movimento. Uma notícia veiculada de maneira errônea por um portal criou tal confusão", disse.

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