Inundações do rio Yangtze deixam 140 mortos e desaparecidos na China
Volume de chuva nas imediações do 3º maior rio do mundo é 51% superior à média
As autoridades chinesas mobilizaram o exército nesta terça-feira (14) para tentar conter as inundações que deixaram mais de 140 mortos ou desaparecidos na bacia do rio Yangtze, onde não eram registradas tempestades tão fortes desde 1961.
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As imediações do terceiro maior rio do mundo registram chuvas recordes este ano, afirmou o vice-ministro de Situações de Emergência, Zheng Guoguang. "Desde junho, as chuvas na bacia do Yangtze são as mais fortes desde 1961", declarou.
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O volume de chuva no período é 51% superior à média, informou Guoguang.
As autoridades estão especialmente preocupadas com a cidade de Wuhan (centro), onde o novo coronavírus foi detectado pela primeira vez em dezembro de 2019.


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Mas ao que tudo indica, o pico da cheia na metrópole de 11 milhões de habitantes aconteceu na segunda-feira e não provocou muitos danos.
Agora a atenção está voltada para o lago Poyang, o maior da China, na província de Jiangxi (centro).
Segundo a agência de notícias Xinhua, o nível de água registrado por uma estação de controle superou o recorde estabelecido em 1998, quando quando aconteceram as inundações mais graves das últimas décadas, que deixaram mais de 4 mil mortos em toda China.
Quase 100 mil pessoas foram mobilizadas para lutar contra as inundações em Jiangxi, entre militares, membros das equipes de emergência e civis.
A maioria foi enviadas para os arredores do lago Poyang, onde vários diques cederam, de acordo com a televisão nacional.
Na cidade de Jiujiang, onde o lago se encontra com o rio Yangtze, soldados reforçavam os diques com sacos de areia.
Quase 400 milhões de pessoas - um terço da população chinesa - vivem na bacia do Yangtze.
A China é cenário frequente de inundações a cada verão devido às fortes chuvas e ao derretimento das geleiras, nas montanhas do Himalaia.
