Trump desiste de deportar estudantes estrangeiros após ser processado
O governo planejava suspender vistos de estudantes universitários internacionais no país que estivessem assistindo aulas apenas online
Duas das principais universidade dos Estados Unidos - Harvard e o Massachussets Institute of Technology (MIT) - conseguiram na Justiça interromper o plano do governo Trump de deportar estudantes universitários internacionais no país que estivessem assistindo apenas aulas online por causa da pandemia de coronavírus.
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A juíza Allison D. Burroughs, do tribunal distrital dos EUA, anunciou a decisão durante uma audiência por teleconferência, segundo reportagem do site Politico, no processo movido pelas universidades. Ao ser acionado, o governo desistiu de retirar os vistos para esses estudantes universitários estrangeiros, como havia anunciado. "As partes chegaram a uma solução. O governo concordou em anular a decisão", informou a juíza.
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A decisão, tomada em 6 de julho pela Polícia de Imigração (ICE), foi contestada judicialmente por 18 estados, mais o Distrito de Columbia, a Universidade de Harvard e o MIT, com o apoio de outras universidades e sindicatos de professores.
O acordo restabelece uma política implementada em março em meio à pandemia que deu aos estudantes internacionais flexibilidade para fazer todas as aulas online e permanecer legalmente no país com vistos de estudante.


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De acordo com a agência Reuters, citando um documento judicial registrado no processo, estudantes estrangeiros já estavam sendo impedidos de ingressar nos EUA devido à regra do governo. O texto citou o caso de um aluno da Universidade DePaul que voltava da Coreia do Sul e foi barrado no Aeroporto Internacional de San Francisco.
O documento foi apenas um de uma série de documentos apresentados pelas partes do processo.
Há mais de 1 milhão de estudantes estrangeiros em universidades e faculdades dos EUA, e muitas escolas dependem da renda desses, que muitas vezes pagam mensalidades integrais.
