Carlos Sainz teme contrair Covid-19 de forma assintomática em retorno da F1
Espanhol da McLaren já embarcou com a equipe para a Áustria, palco do retorno da temporada 2020
Prestes a retornar com o GP da Áustria neste domingo, 5 de julho, a Fórmula 1 já preparou um rígido protocolo para coibir a transmissão do coronavírus nas provas. No entanto, a chance de um resultado positivo entre as equipes ainda existe, situação que deixa o espanhol Carlos Sainz, da McLaren, apreensivo.
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- Pode ser que você tenha a Covid-19 e não saiba, que não tenha sintomas ou que alguém na equipe não tenho sintomas e você poderia perder uma corrida por isso. Depois de quatro meses sem correr e querendo voltar, estando perfeitamente bem e saudável, mas com resultado positivo, seria uma sensação horrível, e algo que quero evitar para que não passe - declarou o piloto.
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A F1 já havia informado, em maio, que não há intenção de cancelar a realização das provas se obtiver algum resultado positivo para a Covid-19 entre os envolvidos com a categoria. As medidas de biossegurança alinhadas pela categoria incluem testes frequentes e o distanciamento social. Para o caso algum piloto contrair a doença, todas as equipes já definiram seus suplentes, que também viajarão para a Áustria nos próximos dias.
Uma das consequências da pandemia no replanejamento da temporada 2020 da F1 é a ausência de torcida nas corridas, tendência adotada por grande parte das ligas e categorias esportivas na Europa, nos Estados Unidos e no Brasil. Sainz, contratado pela Ferrari para representar a escuderia em 2021, lamenta o fato, mas garante que não faltará motivação mesmo sem a presença dos fãs:


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- Há esses momentos quando se realiza o desfile dos pilotos e você vê a arquibancada cheia, quando entra na pista e vê todos os fãs que te apoiam, gritam seu nome e te enchem de energia. Não ter isso será triste e com certeza, diferente. Mas não haverá falta de motivação. A motivação será alta e estamos prontos.
Manifestação antirracista
O inédito posicionamento de pilotos e da própria Fórmula 1 contra a discriminação racial levou a categoria a anunciar, nos últimos dias, um projeto que visa promover diversidade e inclusão. Além disso, os pilotos também estariam discutindo a possibilidade de realizarem um protesto pacífico na abertura do campeonato, no GP da Áustria, questão que Sainz vê com bons olhos:
- Estamos pensando. Eu não vivi o racismo em primeira pessoa, mas isso não significa que não exista no mundo. Assim que o reconheci, admiti que existe e quero me informar e saber o que podemos fazer para melhorar a situação.
