Outdoors 'da morte' que criticavam Bolsonaro são derrubados e queimados
Peças foram instaladas em Corumbá, onde o chefe do Palácio do Planalto cumprirá agenda na terça-feira.
Outdoors que criticavam o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foram derrubaram e queimados em Corumbá, no Mato Grosso. O chefe do Palácio do Planalto cumprirá agenda na próxima terça-feira (18/8) na região.
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As peças, apelidadas de "outdoors da morte", patrocinadas por servidores públicos federais, em protesto a maneira que o governo tem conduzido o combate à pandemia de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.
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Os outdoors foram instalados na última sexta-feira (14/8). Os ataques ocorreram na madrugada de sábado (15/8). O Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) registrou um boletim de ocorrência.
Segundo o servidor Tiago Thomaz de Assis, representante do sindicato, um grupo de apoiadores do presidente chegou em caminhonetes e com motosserras destruíram as peças. "Eles cortaram a base dos outdoors. Um deles, que não foi danificado quando caiu e iríamos reerguê-lo, eles atearam fogo", conta.


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Pelo menos três outdoors, com o rosto de Bolsonaro foram fixados em pontos estratégicos de Corumbá. O presidente irá participar da inauguração da Estação Radar no Aeroporto da cidade.
A Polícia Civil de Mato Grosso investiga o caso, que está sendo tratado como dano qualificado, por motivo egoístico e com prejuízo considerável para a vítima.
Segundo o boletim de ocorrência, o grupo vestia roupas escuras e máscaras do tipo ninja que cobriam todo o rosto. Os investigadores apuram a identidade de quem participou do ato.
As placas seguiam as regras de instalação e estavam registradas. "A morte não pode governar o Brasil. Fora Bolsonaro", destaca a arte dos outdoors.
O Sinasefe divulgou uma nota de repúdio e considerou "desastrosa" a postura de Bolsonaro no combate à pandemia. "Esse ato bárbaro é uma demonstração da ideia de ?liberdade de expressão? presente entre muitos dos apoiadores desse governo", destaca trecho do texto.
