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MPE investiga gestão em Rio Largo por supostos contratos milionários irregulares

Câmara Municipal analisa documentos apresentados em denúncia para decidir se abre processo de cassação contra prefeito

O Ministério Público Estadual (MPE) abriu investigação, no campo cível e criminal, para apurar as denúncias formalizadas pela procuradora efetiva de Rio Largo, Karla Brandão Muniz Formiga de Carvalho, contra a gestão daquele município.

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Segundo ela, a prefeitura firmou, sem anuência da Procuradoria, contratos de locação de máquinas pesadas para reforma de escolas e compra de materiais de construção, que alcançariam o valor de R$ 20 milhões.

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Após receber a representação, o procurador-geral de Justiça, Márcio Roberto Tenório, instaurou um procedimento investigatório criminal para checar supostos crimes de danos ao erário.

De acordo com a assessoria de comunicação do MPE, foi enviada cópia da papelada à Promotoria de Justiça do município de Rio Largo, para que apure possível ato de improbidade administrativa. Já na esfera criminal, a atribuição para apurar é do próprio chefe da instituição. Um expediente notificando a abertura do procedimento também foi encaminhado à Câmara Municipal.

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O presidente da Poder Legislativo da cidade, Thales Diniz (PDT), confirmou que recebeu a notificação, esta semana, e pediu uma análise da Procuradoria-Geral da casa. Após o parecer jurídico, informou que vai se reunir com os vereadores para decidir se abre ou não processo de cassação contra o prefeito Gilberto Gonçalves (PP). A definição deve sair na semana que vem.

O procurador-geral da Câmara de Rio Largo, Marcondes Costa, afirmou que ainda está se debruçando sobre os documentos, mas confirmou que, na próxima segunda-feira (20), vai emitir o parecer contendo a recomendação aos vereadores.

"Aparentemente, as denúncias são bem graves contra a prefeitura, indícios e possíveis provas são apresentados, mas a Câmara está cautelosa e atua, com serenidade, para compreender qual o direcionamento deve ser dado", destaca.

O CASO

A denúncia dá conta de que a gestão municipal firmou contrato com, pelo menos, duas empresas que funcionariam de fachada nos municípios de Feliz Deserto e Marechal Deodoro.

A procuradora Karla Formiga diz que os indícios mostram que as referidas empreiteiras não têm sede própria, só existindo mesmo no papel, e que outras podem estar envolvidas na suposta irregularidade.

Segundo a denunciante, a relação entre o Município e as empresas teria sido consolidada em 2018, e, desde então, o contrato estaria em vigor. Ela, porém, não sabe informar se o valor cheio foi empenhado, o que só poderá ser confirmado pelos órgãos que farão a investigação.

VERSÃO DA PREFEITURA

Em nota, a Prefeitura Municipal de Rio Largo informou que segue o trâmite legal para consolidação de todos os contratos.

"A primeira fase do contrato mencionado na reportagem, foi aprovada pela Procuradoria Geral do Município em 18 de outubro de 2017. Na fase externa, a aprovação aconteceu em 25 de julho de 2018. Já o contrato de material de construção foi aprovado interna e externamente, nos dias 08 de fevereiro de 2018 e 16 de março de 2018, respectivamente. Reforçamos que a modalidade de contratação adotada garante celeridade para atender as necessidades do município e que o valor informado pela reportagem não corresponde ao aporte empenhado e executado pela Prefeitura. Conquistas como a Feira Municipal, 7 novas creches, 4 novas escolas e o sistema de iluminação de LED que contempla 78% de Rio Largo, são exemplos de entregas céleres e asseguradas pela lei, realizadas com o mencionado sistema de contratação", diz a nota.

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