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Caso Davi da Silva: Após seis anos, PMs acusados tentam não ir a Júri

Eudecir Gomes de Lima, Carlos Eduardo Ferreira dos Santos, Victor Rafael Martins da Silva e Nayara Silva de Andrade respondem pelo crime

Seis anos após o desaparecimento do jovem Davi da Silva depois de uma abordagem policial, em 25 de agosto de 2014, no bairro Benedito Bentes, em Maceió, os militares acusados de tortura, sequestro e cárcere privado, homicídio qualificado e ocultação de cadáver, tentam na Justiça não tentam não ir a júri popular.

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Eudecir Gomes de Lima, Carlos Eduardo Ferreira dos Santos, Victor Rafael Martins da Silva e Nayara Silva de Andrade, todos lotados no Batalhão de Polícia de Radiopatrulha à época do crime, foram indiciados pela Polícia Civil e denunciados pelo Ministério Público.

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Em abril do ano passado, a juíza Juliana Batistela Guimarães de Alencar, da 14ª Vara Criminal da Capital, decidiu que o caso deveria tramitar em uma vara do Tribunal do Júri que ficaria responsável pela "apreciação da existência de materialidade e de indícios suficientes de autoria ou participação em crime doloso contra a vida".

Os militares recorreram da decisão, todavia o recurso foi arquivado porque a defesa deles não apresentou argumentos. Agora, segundo informou o Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), consta no processo novo pedido da defesa dos militares.

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No entanto, uma mudança feita na estrutura da 14ª Vara Criminal da Capital agora permite que os processos de crimes dolosos contra a vida cujas vítimas sejam as pessoas atendidas pela Vara, como adolescentes que é o caso de Davi da Silva, tramitarão na 14ª Vara Criminal da Capital até a fase da pronúncia, sendo distribuídos para uma das Varas Criminais Privativas em caso de julgamento através do Tribunal do Júri.  Portanto, a magistrada da 14ª Vara Criminal pode pronunciar ou não os réus a Júri.

O CASO

Davi da Silva, de 17 anos, desapareceu após ser abordado, junto com o amigo Raniel Victor Oliveira da Silva, por uma guarnição da Radiopatrulha. Os policiais o colocaram dentro da viatura e desde então ele não foi mais visto.

Em novembro de 2016, Raniel Victor, principal testemunha do caso Davi da Silva, foi encontrado morto com dois tiros nas costas e marcas de pedradas no Benedito Bentes.

Os militares alegam inocência. Diferente da Polícia Civil e do Ministério Público, a Polícia Militar afirma não ter encontrado algo que comprovasse a participação dos militares no desaparecimento e, por isso, a sindicância que apurava o caso foi arquivada no dia 25 de maio de 2018.

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