Estudo analisa os relacionamentos durante quarentena e vê pico de divórcio
Pesquisadores perceberam aumento do número de divórcios durante a quarentena e resolveram checar como anda o relacionamento entre os 'pombinhos'
Como anda o amor em tempos de pandemia do novo coronavírus? Ter a resposta para esta questão é o que pretende uma pesquisa on-line feita por um grupo de estudiosos da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte.
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De acordo com a psicóloga e doutoranda em medicina molecular Lorrayne Soares, o objetivo do estudo é diagnosticar o impacto que a pandemia tem causado nos relacionamentos.
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Segundo ela, casais heterossexuais e homossexuais, e aqueles que não têm compromisso oficial - os chamados "ficantes" - podem responder aos questionários sobre a vida a dois. Ao todo são sete.
A pesquisadora disse que a ideia do levantamento surgiu porque "houve um pico no número de divórcios durante a pandemia".


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Os participantes respondem a perguntas relacionadas à qualidade e satisfação no relacionamento; conflito; como a quarentena e a pandemia estão influenciando a vida deles; se a pessoa está isolada, com o(a) parceiro(a) ou a família; se faz isolamento social e há quanto tempo; e se continua apaixonado(o) pelo(a) parceiro(a).
Lorrayne disse que 700 pessoas já responderam os questionários desde o início do estudo, em 3 de agosto. Ela informou que pretende chegar a aproximadamente 1,5 mil entrevistados.
"Faremos uma análise para termos uma ideia, um retrato de como estão as relações por causa do coronavírus", explicou a psicóloga.
Daqui a dois ou três meses, de acordo com Lorrayne, os pesquisadores farão um novo contato com os participantes para um acompanhamento e uma comparação nos resultados.
Com relação aos participantes, ela falou que houve um chamamento pelas redes sociais e por e-mail, por exemplo, e que as pessoas se dispuseram a contribuir voluntariamente com a pesquisa.
Os dados coletados por meio das perguntas são sigilosos e não serão divulgados de forma a identificar o participante. Eles serão utilizados em artigos científicos para ajudar a entender melhor que tipo de relacionamento havia antes e depois da pandemia.
Os interessados em participar da pesquisa podem responder os questionários até o dia 15 de setembro.
