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VÍDEO: Promotor explica motivos que o levaram a denunciar tenente-coronel

Assassinato foi por motivo torpe, sem defesa da vítima, diz autoridade; Rocha Lima e mais três estão presos

O promotor de Justiça Antônio Vilas Boas explicou, em vídeo, os motivos que o levaram à denúncia ajuizada contra o tenente-coronel da Polícia Militar Antônio Marcos da Rocha Lima, o militar da reserva José Gilberto Cavalcante Góes, o segurança particular Wagner Luiz das Neves Silva e Gilson Cavalcanti de Góes Júnior pelo crime de homicídio duplamente qualificado contra Luciano Albuquerque Cavalcante.

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"O Ministério Público está convencido que todos eles foram coautores do crime de homicídio que vitimou o Luciano de Albuquerque Cavalcante, cada um com sua cota de participação no evento. Todos foram denunciados mediante a torpeza, posto que assassinaram a vítima por conta de uma dívida ou suposta dívida da vítima em relação ao acusado José Gilberto e mediante o recurso que impossibilitou a defesa da vitima, posto que fora surpreendida quando estava no interior do seu veículo", declara o promotor.

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Antônio Villas Boas diz esperar que a denúncia seja recebida pelo juiz da 8ª Vara Criminal e que sejam todos pronunciados e levados a julgamento. O Ministério Público Estadual de Alagoas (MPAL) denunciou, nessa quinta-feira (30), os quatro pelo homicídio, ocorrido no dia 25 de outubro do ano passado, no Conjunto Village Campestre II, parte alta de Maceió.

"A investigação está bem fundamentada, com provas, documentos e testemunhos que deram ao Ministério Público a certeza da autoria delitiva do homicídio. Em razão isso, todos os acusados foram denunciados pelo assassinato com as qualificadoras de motivo torpe e sem chance de defesa para a vítima", informou Vilas Boas.

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De acordo com a 68ª Promotoria de Justiça da capital, o crime ocorreu porque Luciano Albuquerque havia prometido vender um terreno, na Forene, ao PM aposentado José Gilberto e que, após essa negociação ter sido combinada entre os dois, o militar teve despesas de cerca de R$ 3 mil com documentos relativos a esse lote, só que a vítima, apesar de receber constantes cobranças, não teria honrado com o pagamento da dívida.

"Segundo as investigações policiais, no dia, local e horário acima descritos, a vítima após realizar o pagamento do conserto do veículo de sua filha Isabele, na oficina do senhor Leonardo Antônio, localizada no Village Campestre II, no momento em que adentrava em seu veículo VW Saveiro, foi surpreendida por diversos disparos de arma de fogo deflagrados pelos acusados José Gilberto, Wagner Luiz e Gilson Cavalcanti, os quais já estavam seguindo-a em um veículo VW Voyage, cor branca, com engate, vidros fumê, placa QLJ-3302, tendo ao volante o denunciado Wagner Luiz, conhecido "informante" da polícia. Mesmo atingida, a vítima conseguiu sair com o veículo desgovernado e, ao pular do carro, os denunciados, que a seguiam no VW Voyage, desceram e terminaram de matá-la, deflagrando cinco disparos de arma de fogo", diz um trecho da denúncia.

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