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Sindicato diz que superlotação na Santa Mônica segue, mesmo com novo hospital

Vice-presidente da entidade destaca precarização de serviços, falta de concurso público e problemas que afetam atendimento à população

O Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed/AL) questiona a política do governo Renan Filho (MDB) para a área da saúde e aponta o que considera falta de gestão do governo do Estado. Até mesmo a construção de novos hospitais e unidades de saúde é questionada pela categoria, que cita a continuação de problemas, como a superlotação na Maternidade Santa Mônica, ocorrida neste último fim de semana, mesmo após a abertura recente do Hospital da Mulher, em Maceió.

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Com relação à superlotação da Santa Mônica, onde a médica atua, ela afirma ter presenciado neste último domingo cinco pacientes atendidas em macas no primeiro andar da unidade e outras seis em poltronas no térreo do edifício. Ao questionar o porquê das pacientes não terem sido atendidas no vizinho Hospital da Mulher, ficou sem respostas. As declarações da médica foram dadas no Jornal da Mix, da 97,7 FM, apresentado por Marcos Rodrigues.

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"O governo não está preparado para tocar os novos hospitais com tantas pendências. Esperava que o hospital [da Mulher] desafogasse a Maternidade Santa Mônica, mas não foi o que a gente viu este fim de semana. [O governo] contratou todos os profissionais para o Hospital da Mulher. Se tem dinheiro para o contrato, porque não tem dinheiro para fazer concurso público? A verba é a mesma, não é? Isso não é repassado para a gente", pontua.

Baixos salários pagos à categoria, precarização de serviços, falta de concurso público, terceirização de profissionais por meio de Processo Seletivo e até mesmo de um Plano de Cargos e Carreira também são citados como problemas, que resultam em prejuízos no atendimento à população.

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Ela disse, ainda, que o sentimento é de total insatisfação dos profissionais. "Os médicos estão totalmente insatisfeitos. O médico é cobrado em termos de hora e atendimento, mas não têm contrapartida. Progressão por título, mérito, insalubridade, está tudo parado e ele [o governo] quer cobrar que a gente atenda agora 80 pessoas por semana, olhando para uma portaria que é para o atendimento clínico. O especialista faz 60 atendimentos e ele quer empurrar 80 para todo mundo. Estado sentou no nosso Plano de Cargos e Carreira. Desde o concurso de 2013 que vários médicos não recebem insalubridade, mesmo com previsão em lei", afirma a vice-presidente do Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed/AL), Sílvia Melo.

De acordo com ela, além de problemas relacionados aos direitos da categoria, descumpridos pela gestão Renan Filho, ela aponta deficiências no AL Previdência, fundo para pagamento das aposentadorias dos servidores públicos. Sem recursos, a médica representante sindical assegura que vários profissionais com esse direito foram passados pelo Estado para a aposentadoria de forma não oficial e permanecem recebendo pela folha dos ativos, como se ainda estivessem em atividade.

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