Lentidão e ausência de políticas de inclusão marcam governo Renan Filho
Além disso, sucessivos escândalos se converteram em operação pela Polícia Federal
Despedindo-se de 2019, a edição impressa da Gazeta destina espaço especial para rememorar fatos marcantes do ano. No que diz respeito ao governo do Estado, o balanço é suficiente para se chegar à triste conclusão de que perduram a ineficiência, a lentidão e a ausência de uma rede de proteção social. Sem falar em sucessivos escândalos, alguns dos quais convertidos em operação pela Polícia Federal (PF).
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No curso do ano, equipes de reportagem foram ao interior de Alagoas, visitando escolas deficientes, Centros Integrados de Segurança Pública (Cisps) mal construídos ou fechados, agricultores familiares desamparados, obras inacabadas e outras desativadas. Constataram, ainda, a vergonha em que se transformou o abate de carne bovina, desprovido de matadouros, e checaram as promessas governamentais não cumpridas.
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Sobre violência contra a mulher, merece registro um dado comparativo - e curioso - que bem revela quanto o governo Renan Filho parou no tempo. "Alagoas é um dos estados com maior número de violência doméstica", retratou a Gazetaweb, em maio de 2015, escudada em estudo do Ministério da Justiça.
Agora, a versão digital da Gazeta publicou: "Sem políticas públicas, feminicídio dispara em Alagoas". Ouvindo autoridades, especialistas e representantes de entidades comprometidas com a causa, a reportagem revelou o lamentável crescimento de assassinatos contra a mulher, em razão do gênero. O número de 2019 cresceu mais de 100% em relação ao ano anterior.


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Outro dado muito preocupante da área da Segurança trata do espantoso volume de mais de quinze mil inquéritos policiais paralisados. É o quadro de letargia que vem caracterizando o governo e que tanto aflige aqueles que mais necessitam da presença efetiva do Estado.
Com índices alarmantes de desemprego e de pessoas em condição de pobreza extrema, o governo Renan Filho só acelera o ímpeto para o endividamento do Estado, que vai subir mais meio bilhão de reais. Do montante a ser contraído, não está prevista a destinação de um centavo sequer para projetos que diminuam a crescente dívida social de seu governo com o povo alagoano.
