Toffoli arquiva todos os inquéritos abertos no STF a partir da delação de Cabral
Decisão atinge 12 novas frentes de investigação autorizadas pelo ministro Edson Fachin com base na colaboração premiada firmada pelo ex-governador
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, determinou o arquivamento de todos os inquéritos abertos no Supremo Tribunal Federal que tiveram como base a delação premiada do ex-governador do Rio Sérgio Cabral, preso desde 2016.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

A decisão foi tomada pelo ministro antes de deixar a presidência do tribunal ? Luiz Fux assumiu a presidência na última quinta-feira ? e atinge 12 novas frentes de investigação autorizadas pelo ministro Edson Fachin, que homologou a colaboração premiada assinada pelo político com a Polícia Federal.
Leia também
Essas investigações envolviam, por exemplo, ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que teriam sido implicados pelo ex-governador em seus depoimentos.
Toffoli atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República, que não viu elementos para justificar as apurações.


Carlos critica falta de recai da direita sobre empresa do PCC em Goiás

Operação em SP investiga ONG da produtora do filme sobre Bolsonaro

Ex-prefeito cita motivos que o levaram a romper antiga aliança com sucessor

Em reunião, integrantes do PL cobram posição clara de JHC sobre a direita
O procurador-geral da República, Augusto Aras, recorreu da decisão de Fachin que validou a delação. O ministro, no entanto, manteve as investigações e enviou para Toffoli redistribuir os casos para novos relatores. O então presidente do STF pediu manifestação do PGR, que defendeu o arquivamento.
De acordo com informações do STF, o presidente da Corte tem competência para decidir sobre ações ou recursos ineptos ou de outro modo manifestamente inadmissíveis, inclusive por incompetência.
O tribunal apontou ainda que "havendo manifestação do PGR, titular da ação penal, pelo arquivamento do inquérito, por entender manifestamente inadmissível a abertura de novo procedimento investigatório na Corte, nada impede que o presidente opere o arquivamento do feito", como prevê o regimento.
A TV Globo apurou que advogados de Sérgio Cabral chegaram a entrar com um recurso pedindo esclarecimentos sobre os arquivamentos. A determinação de Toffoli não atinge inquéritos que envolvem fatos conexos à delação, que estavam com o ministro Edson Fachin.
Procurada, a defesa do ex-governador afirmou que não se manifesta sobre processos sob sigilo.
