MP investiga dermatologista por denúncias de abusos sexuais em consultas
Em 2019, sete mulheres fizeram denúncias na Delegacia de Defesa da Mulher
O Ministério Público de São Paulo (SP) instaurou um inquérito para apurar uma denúncia de violência sexual mediante a fraude contra o dermatologista de Jundiaí (SP) Paulo Cunha, de 71 anos. Em 2019, sete mulheres registraram um boletim de ocorrência conta o médico alegando que foram vítimas de abusos sexuais durante as consultas.
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O inquérito policial está em andamento pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Jundiaí. O crime está previsto no artigo 215 do Código Penal, que é quando ocorre uma situação de abuso sexual mediante fraude ou outro meio que dificulte e impeça a manifestação da vontade da vítima.
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Por enquanto, o MP investiga a denúncia de uma paciente que teria sofrido abuso durante uma consulta médica em abril de 2018.
Segundo o MP, as outras denúncias serão apuradas durante o prosseguimento do inquérito. O indiciamento do médico já foi determinado, mas ainda não foi formalizado devido à pandemia da Covid-19.


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O MP também informou que Paulo prestou depoimento e que a investigação está em segredo de Justiça. Não há previsão de término da apuração dos casos.
Na época das denúncias, o médico negou as acusações e disse que estava à disposição para esclarecer qualquer mal entendido e iria provar a inocência.
Denúncias
Pelo menos sete mulheres registraram denúncias de abusos sexuais contra o médico Paulo Cunha, que também era professor da Faculdade de Medicina da cidade. Na época, a Polícia Civil informou que a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) apreendeu os computadores da clínica para fazer perícia.
Em outubro de 2019, uma ex-funcionária do médico prestou depoimento à polícia e alegou que trabalhou na clínica durante anos. Ela afirmou que, durante sessões de laser para retirada de pelos das pacientes, o médico colocava a mão nas partes íntimas das mulheres.
Uma ex-paciente do dermatologista afirmou ter sofrido abuso sexual há pelo menos 20 anos, quando ainda era adolescente. Ela relatou à polícia que ele colocou as mãos em sua partes íntimas, e que tanto a mãe quanto ela ficaram com medo e assustadas na época.
Sindicância
O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo afirmou que instaurou uma sindicância para apurar as denúncias. A Sociedade Brasileira de Dermatologia, da qual o médico é integrante, disse que confia na investigação da polícia.
Paulo Cunha é um médico conhecido na cidade, com pós-doutorado no exterior e palestras pelo mundo. Em nota, a Faculdade de Medicina de Jundiaí informou que não tem nenhuma relação com as denúncias.
