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Transportadores escolares protestam em Maceió e cobram ajuda do Governo de AL

Profissionais estão parados há seis meses devido à pandemia da Covid-19

Há seis meses sem trabalhar, motoristas de transporte escolar realizaram um protesto, na manhã desta quarta-feira (30), para cobrar ajuda financeira do Governo de Alagoas, uma vez que as aulas em escolas particulares e faculdades estão suspensas devido à pandemia da Covid-19. Os trabalhadores seguiram em carreata pelas avenidas Durval de Góes Monteiro e Fernandes Lima, e passaram, ainda, pelo Centro de Maceió, seguindo pela praia da Ponta Verde, próximo ao antigo Alagoinha.

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Segundo os trabalhadores, eles não pedem o retorno às aulas, mas uma ajuda financeira do Governo, além da isenção de impostos e a criação de uma linha de crédito que consiga beneficiar todos os trabalhadores.

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"Não estamos pedindo volta às aulas porque somos responsáveis, sabemos que os pais não vão mandar os filhos sem a vacina. Fizemos essa movimentação que ocorre a nível nacional, para reivindicar esse auxílio do Governo e outros benefícios. Estamos esperando alguém do Governo ou prefeitura nos procurar. Estamos dispostos a acampar na porta da Prefeitura. Temos cópia do ofício protocolado em maio com nosso pleito e, até então, não fomos ouvidos", disse Micheline, proprietária de transporte escolar.

Os trabalhadores criticam as exigências feitas pelo Banco Desenvolve - Agência de Fomento de Alagoas -, para fornecer linha de crédito para os transportadores.

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"No dia 1º julho, fizemos uma mobilização e, quando fomos atendidos pelo assessor do Governo, foi prometida uma linha de crédito pelo Banco Desenvolve, cheia de burocracia, taxas de juros abusivas, com carência de 6 meses para pagar, que iniciaria em agosto, para a gente começar a pagar em fevereiro. Se nós estamos parados desde março sem trabalhar, no início de janeiro temos que fazer a vistoria da SMTT, que é paga, ainda emplacamento, meus colegas com parcelas dos veículos atrasadas, como vamos iniciar o pagamento em fevereiro? Ainda tinha limitação de crédito, análise do perfil financeiro. Eles colocaram muita burocracia. Acredito que menos de 10% dos transportadores escolares foram contemplados", pontua.

Eles dizem que poucos trabalhadores continuam sendo pagos pelos pais dos alunos. "Outros conseguiram o auxílio do Governo Federal, mas a grande maioria está passando necessidade. O Governo só ofereceu duas cestas básicas, mas com a impossibilidade de manutenção das mesmas", afirmou a manifestante.

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