Mais de 11% dos domicílios em Alagoas dependem do Auxílio Emergencial, diz Ipea
Estudo aponta que cerca de 4,2 mi no Brasil tiveram o benefício como única fonte de renda em agosto
Estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra os impactos da pandemia nos lares brasileiros. Mais de 11,5% dos domicílios em Alagoas são dependentes do Auxílio Emergencial, benefício financeiro concedido pelo Governo Federal a trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI), autônomos e desempregados.
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A dependência desse recurso do governo também ocorre em outros estados, especialmente na região Nordeste, que também apresentaram uma proporção de domicílios exclusivamente dependentes do AE acima de 10%.
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O estudo do Ipea, divulgado nesta terça-feira (29), aponta que, em agosto, cerca de 4,2 milhões de domicílios brasileiros - ou 6,2% - tiveram como única fonte de renda o Auxílio Emergencial de R$ 600. No Piauí e na Bahia, o percentual ultrapassou os 13%.
Os dados revelam o percentual de famílias que receberam o Auxílio Emergencial em Alagoas aumentou nos últimos três meses: em maio era 8,15% e, em agosto, saltou para 11,64%, acréscimo de quase 3,5%. É o quarto no Nordeste, atrás do Piauí (13,75%), Bahia (13,61%) e Maranhão (12,87%).


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Segundo o Ipea, os trabalhadores por conta própria receberam efetivamente apenas 76,7% do que habitualmente recebiam (contra 72% em julho), tendo seus rendimentos efetivos médios alcançado R$ 1.487. Já os trabalhadores do setor privado sem carteira assinada receberam efetivamente 86,1% do habitual. Trabalhadores do setor privado com carteira e funcionários públicos, por sua vez, receberam efetivamente em média cerca de 95% do habitual.
"Os dados da PNAD Covid-19 de agosto são claros em mostrar, seja analisando por faixa de renda ou por região, que o papel do AE na compensação da renda perdida em virtude da pandemia foi proporcionalmente maior que no mês anterior, principalmente nos domicílios de baixa renda", diz trecho da pesquisa.
