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João de Deus permanece internado em hospital no DF e não tem previsão de alta

Líder religioso, de 79 anos, cumpre pena por crimes sexuais. Quadro clínico causado por problema circulatório é considerado de alto risco.

Internado na unidade de terapia intensiva (UTI), o líder religioso João Teixeira de Faria, de 79 anos, conhecido como João de Deus, reage bem ao tratamento. Ele foi condenado por crimes sexuais está internado, desde sábado (24), no hospital Sírio Libanês, em Brasília. O estado de saúde dele é considerado "estável".

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João de Deus chegou à capital federal na sexta-feira (23), após passar mal em casa, em Anápolis (GO), sentindo fadiga e dor na região do tórax. Ele foi levado para um hospital da região, onde cumpre prisão domiciliar por abusar sexualmente de mulheres durante atendimentos espirituais, porém, a família decidiu trazê-lo ao DF.

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De acordo com a equipe médica do hospital, o quadro clínico de João de Deus é considerado de alto risco. Os sintomas são provocados por um problema circulatório. Além disso, ele faz tratamento quimioterápico devido a um câncer no estômago.

Desde o início da internação, João de Deus segue consciente, consegue conversar e não precisou ser entubado. O G1 tenta contato com a defesa do sentenciado, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

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Transferência

João de Deus ficou preso entre dezembro de 2018 e março de 2020 no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. Porém, foi solto em março deste ano para cumprir a pena em regime domiciliar, pelo alto risco de contágio da Covid-19 no presídio.

Não há registro de autorização judicial no Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO) que permita a saída de João de Deus do perímetro ao qual está preso. Entretanto, de acordo com o órgão, a comunicação pode ser feita posteriormente em casos de saúde. A defesa informou que está providenciando a comunicação.

Sentenças

João de Deus foi condenado a mais de 60 anos de prisão por posse ilegal de arma de fogo e crimes sexuais cometidos contra mulheres, enquanto fazia atendimentos na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia (GO).

Até janeiro deste ano, foram três condenações por crimes sexuais cometidos contra nove mulheres:

1ª - por posse ilegal de arma de fogo, pena de 4 anos em regime semiaberto, novembro de 2019;

2ª - por crimes sexuais cometidos contra quatro mulheres, condenado a 19 anos em regime fechado, em dezembro de 2019;

3ª - por crimes sexuais cometidos contra cinco mulheres, sentenciado a 40 anos em regime fechado, janeiro de 2020.

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