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Governo da Mongólia critica Verstappen por uso de termo ofensivo

Holandês xingou Lance Stroll após incidente durante o segundo treino livre do GP de Portugal, em Portimão

A polêmica no atrito entre Max Verstappen e Lance Stroll no GP de Portugal ultrapassou o âmbito esportivo depois que o holandês da RBR utilizou a palavra "mongol" para ofender o rival da Racing Point. Após o incidente, o ministro de Relações Exteriores da Mongólia, Lundeg Purevsuren, repudiou o uso do termo e demonstrou intenção de levar o caso até a Organização das Nações Unidas, a ONU.

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Na ocasião, na segunda sessão de treinos livres da etapa no Autódromo do Algarve, em Portimão, Verstappen colocou o carro na trajetória de Stroll, provocando uma colisão entre a dupla. Durante o incidente, o piloto da RBR xingou o canadense pelo rádio, chamando-o de "mongol" e "retardado".

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- O esporte é considerado um símbolo de unidade em todo o mundo, e acredito que não possa haver nele qualquer forma de discriminação racial. Apoio a iniciativa "We Race as One" da Fórmula 1 contra o racismo, mas devido ao incidente mencionado acima, dúvido que essa iniciativa seja real. Tenho confiança de que, para prever a recorrência desse tipo de comportamento, a FIA tomará ações contra Max Verstappen por seu comportamento inaceitável de uso repetido de linguagem racista contra grupos étnicos - declarou Lundeg Purevsuren.

O ministro do país localizado no Leste Asiático ainda se recordou de um episódio semelhante envolvendo Verstappen, quando o holandês, em 2017, xingou o comissário Garry Connelly no GP dos Estados Unidos de "idiota" e "mongol" por discordar das punições que recebeu do australiano.

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Christian Horner, chefe da RBR, disse que o assunto foi discutido com Verstappen e que não repudiou suas falas por terem sido feitas, segundo ele, "no calor do momento". Logo após o incidente, o holandês respondeu que "não era problema seu" se os comentários soaram ofensivos, mas voltou atrás e disse não ter tido a intenção de ofender:

- Isso aconteceu no calor do momento. Não digo que escolhi as palavras corretas. Eu xinguei Lance mas depois me encontrei com ele, e é assim que pilotos são; podemos estar bravos um com o outro mas depois de cinco minutos de conversa, passou. Nunca quis ferir ninguém em particular, mas acho que não precisam tornar isso maior do que foi. Sei que não foi correto. Não posso mudar isso, mas posso aprender e fazer melhor.

Passadas quase duas semanas após a polêmica, a resposta da RBR e da própria Fórmula 1 diante das falas de Verstappen não agradaram Lundeg Purevsuren, que solicitou ajuda da ONU, baseando-se em acordos da entidade como a Eliminação de todas das formas de Discriminação Racial e os Princípios Orientadores sobre Empresas e Direitos Humanos para tomar ações contra o piloto.

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