Pesquisadora identifica substância que torna soja mais resistente à seca
Fernanda Farnese ganhou R$ 50 mil da Unesco. Tecnologia deve tornar a planta mais tolerante à estiagem e permitir que ela produza mais
A pesquisadora Fernanda Farnese ganhou um prêmio de R$ 50 mil da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) por identificar uma substância que pode deixar a soja mais resistente no período da seca. A pesquisa é desenvolvida no campus do Instituto Federal Goiano (IFG) de Rio Verde, na região sudoeste de Goiás.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

"Foi até difícil de acreditar no início. Foi uma das maiores emoções da minha carreira", comemora a pesquisadora.
Leia também
A substância se trata do óxido nítrico, um gás natural que pode ser aplicado diretamente na planta. Segundo a pesquisadora, a substância deixa a soja mais resistente às altas temperaturas e à falta de chuva.
"Nós estamos testando uma tecnologia que torna a planta mais tolerante à seca e permite que ela produza mais, mesmo em condição de seca. Isso é importantíssimo, porque aumenta a produtividade e diminui a dependência dos recursos hídricos", diz Fernanda Farnese.


"Assalto de brincadeira" termina mal e dupla é baleada por policial

Moradores cobram retirada de Kombi destruída por incêndio na parte alta de Maceió

Novidade na defesa do ASA - 14/07/2026

Lixo descartado nos trilhos preocupa: causa perigo e atrasa o deslocamento dos trens
Próximos passos da pesquisa
A pesquisadora foi premiada no programa "Ciência Para Mulheres", na categoria "Ciências da Vida", realizado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Com o prêmio, Fernanda vai investir na compra de reagentes e equipamentos para o laboratório concluir a pesquisa, que é realizada há dois anos.
"De forma inicial, estamos fazendo a testagem na soja, mas, futuramente, a ideia é testar em outras culturas, algo muito positivo para o agronegócio", diz a pesquisadora.
A pesquisadora afirma que o projeto está na fase experimental, com testes feitos em laboratório. "Acredito que será uma tecnologia que não vai demorar muito para chegar até o agricultor", espera Fernanda.
Fernanda explica que o uso da substância, se comprovada a eficácia, será fundamental para manter a produção das lavouras devido aos estudos que indicam frequentes e intensos períodos de estiagem. "A partir dessa pesquisa, queremos diminuir o impacto da seca nas plantas", conclui.
Premiação
Para apoiar jovens mulheres cientistas a darem prosseguimento aos seus estudos, há 15 anos o programa "Para Mulheres na Ciência" contempla sete jovens pesquisadoras das áreas de Ciências da Vida, Ciências Físicas, Ciências Químicas e Matemática com uma bolsa-auxílio de R$ 50 mil cada, para dar prosseguimento aos seus estudos.
Realizado pela L´Oréal, em parceria com a UNESCO no Brasil e a Academia Brasileira de Ciências, o prêmio tem como objetivo promover e reconhecer a participação da mulher na ciência, favorecendo o equilíbrio dos gêneros no cenário brasileiro.
O programa "Para Mulheres na Ciência" premia pesquisadoras de diversos lugares do Brasil. Nesse período, o programa já reconheceu e incentivou mais de 100 cientistas, premiando a relevância dos seus trabalhos, com a distribuição de mais de R$ 4,5 milhões em bolsas-auxílio.
