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Alagoas tem o 3º maior aumento no número de estupros do país, aponta Anuário

Crescimento foi de 38,7%; foram registrados 634 estupros no ano passado, contra 455 em 2018

O Estado de Alagoas teve o terceiro maior aumento no número de estupros do país no ano de 2019, segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública divulgado nesta segunda-feira (19). Em 2018, foram 455 estupros registrados no estado, contra 634 em 2019, um salto de 38,7%. O indicador inclui também o crime de estupro de vulnerável.

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O levantamento foi feito pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), com base em dados das secretarias de segurança pública dos estados e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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O aumento registrado em Alagoas está atrás apenas do Amapá e do Rio Grande do Norte, que tiveram aumentos de 72,4% e 58,7%, respectivamente. No âmbito nacional, a variação no número de estupros foi negativa: uma queda de -1,9% ao todo. Dos 66.907 registros em 2018, o Brasil foi para 66.123 em 2019.

A taxa de estupros por 100 mil habitantes de Alagoas, de 19%, está abaixo da média nacional, de 31,5%, mas o número vem crescendo. O aumento nominal de 38,7% nos registros levou a taxa por 100 mil habitantes a saltar de 13,7% em 2018 para os atuais 19%.

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A Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP) de Alagoas não ofereceu ao FBSB os números de estupros cujas vítimas eram do sexo feminino, nem os dados de tentativas de estupros. Além de AL, somente o Acre e Sergipe não ofereceram os dados por gênero. Os registros de tentativas também não foram disponibilizados por Acre, Rio Grande do Norte e São Paulo.

Crianças são principais vítimas

Segundo o Anuário, no Brasil, as vítimas de estupro são, em sua maioria, menores de idade. Entre os homens, a prevalência é de crianças. 8% das vítimas têm cinco anos de idade, e a incidência cai drasticamente a partir dos 14 anos de idade. Entre as mulheres, 12% das vítimas tinham 14 anos, com a incidência sendo maior durante a adolescência. 85,7% das vítimas eram do sexo feminino.

Na maioria dos casos, as vítimas também conheciam os autores da agressão. Apenas 15,9% desconheciam o estuprador, segundo os dados do relatório. "Isso sugere um grave contexto de violência intrafamiliar, no qual crianças e adolescentes são vitimados por parentes ou pessoas de confiança da família, muitas vezes por pessoas com quem tinham algum vínculo de confiança", aponta o documento.

Reforçando essa ideia vem o horário das ocorrências: 64% dos casos de estupro de vulnerável ocorrem durante a manhã ou a tarde, "possivelmente no momento em que pais e/ou responsáveis se ausentam para o trabalho e que as vítimas ficam mais vulneráveis". Os demais estupros, que envolvem em sua maioria mulheres adultas, ocorrem 56% durante a noite ou a madrugada.

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