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México fecha as portas a imigrantes que tentam chegar aos EUA

Policiais do México tentaram evitar que o grupo entrasse no país pela fronteira com a Guatemala, e houve confronto

Crianças se perderam dos pais durante um tumulto na travessia da caravana de migrantes da América Central nesta segunda-feira (20). Policiais do México tentaram evitar que o grupo entrasse no país pela fronteira com a Guatemala, e houve confronto.

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De acordo com a agência Reuters, policiais mexicanos atiraram gás lacrimogêneo no grupo que tentou ultrapassar a barreira montada pelos agentes de fronteira. Alguns migrantes se arriscaram a cruzar o rio Suchiate, que marca a fronteira entre México e Guatemala. De lá, a caravana pretende seguir viagem rumo aos Estados Unidos, destino final.

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"Não viemos para ficar aqui [no México]. Só queremos passar para o outro lado", disse à Reuters a imigrante hondurenha identificada apenas como Ingrid, de 18 anos.

"Eu não quero voltar ao meu país porque não há nada lá. Só fome."

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Alguns dos migrantes que já estavam do lado mexicano correram ao longo da margem do rio Suchiate para tentar encontrar brechas entre os policiais. Autoridades migratórias tentaram capturar alguns dos integrantes da caravana para forçar uma detenção que, na prática, faria com que eles retornassem para o lado guatemalteco da fronteira.

"Vocês só têm duas opções: ou voltam para o território da Guatemala ou vocês vêm conosco", diziam guardas de fronteira aos migrantes, segundo a agência Associated Press.

Porém, segundo a AP, havia policiais de choque também no território guatemalteco - o que ampliou a confusão porque vários dos migrantes ficaram sem saber o que fazer.

Por que a caravana segue aos EUA?

Caravanas de migrantes de países da América Central têm saído de países como Honduras, El Salvador e Guatemala desde 2018 rumo aos Estados Unidos ? mesmo diante das políticas de Donald Trump para evitar o fluxo migratório pela fronteira sul.

Na maioria das vezes, os migrantes mencionam a violência como o principal fator que os leva a deixar suas casas - os países da América Central estão entre os mais violentos do continente, com problemas relacionados a gangues e tráfico. Há, ainda, aqueles que querem fugir da pobreza.

No domingo, as autoridades mexicanas aceitaram a entrada de mais de mil centro-americanos que chegaram em outro contingente no fim de semana. O México prometeu que estudaria cada caso, embora tenha alertado que a maioria dos migrantes poderia ser reenviado aos países de origem - uma tentativa de evitar que um grande fluxo na fronteira com os EUA reinicie as tensões com o governo de Donald Trump.

Em junho do ano passado, o México enviou milhares de militares da Guarda Nacional para a fronteira com a Guatemala - medida em resposta à pressão do presidente dos EUA, Donald Trump, que ameaçou impor tarifas aos produtos mexicanos caso o país vizinho não controlasse o fluxo migratório.

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