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Acusada de latrocínio inocenta mulher presa no lugar da verdadeira suspeita

Maiara Alves da Silva está em um presídio de Alagoas e tem o mesmo nome de uma comparsa do crime

Uma mulher que está presa suspeita de ter cometido um latrocínio contra um taxista em 2014 pode ser inocente, conforme apontado por outra mulher que teria participado do crime. Nomes iguais, embora com endereços diferentes, levaram à prisão dela em maio de 2019.

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Nessa quarta-feira (29), um ano e dois meses depois, a prisão de uma mulher acusada de participar do crime revelou que Maiara Alves da Silva, que está reclusa no sistema prisional alagoano, pode estar pagando por algo que não fez.

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Em depoimento à Polícia Civil de Alagoas (PC/AL), a presa contou que sua "comparsa" é outra Maiara. Diante da informação, o coordenador da Divisão Especial de Investigação e Capturas (DEIC), delegado Gustavo Henrique, contou que enviou informações à Justiça e solicitou novas providências. Segundo ele, trata-se de nomes com fonética igual, mas não chegam a ser homônimas.

A mulher inocentada pela presa está reclusa desde maio do ano passado no presídio Santa Luzia, chegando a ser julgada e condenada pelo crime. De acordo com o advogado dela à época, o que aconteceu foi uma sequência de erros. Ele relatou que ela estava no município de Arapiraca no dia em que o latrocínio aconteceu

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Em entrevista àGazetaweb, Juarez Ferreira da Silva contou que a cliente foi intimada e compareceu para explicar que era inocente. Ainda de acordo com ele, depois disso, ela mudou de endereço e teria comunicado à Justiça, todavia foi intimada novamente, só que no endereço antigo.

O advogado explicou que, devido a este erro, a cliente faltou em outra audiência, sendo julgada e condenada sem que pudesse explicar que não era a Maiara que cometeu o crime. Segundo ele, os outros réus da ação confirmaram que a "comparsa" atendia por este nome, mas não tiveram como identificá-la presencialmente.

Juarez Ferreira da Silva contou que tentou de várias formas a liberdade para Maiara Alves da Silva, inclusive pelo fato dela ser mãe de crianças menores de seis anos, que estão com uma amiga, pois ela não tem familiares, conforme contou à Justiça na época. Nenhum pedido de liberdade foi acatado.

Em contato com aGazetaweb, as atuais advogadas de Maiara Alves da Silva, Fernanda Noronha e Hanna Dolores, contaram que devem atuar agora para garantir a revisão do processo e a liberdade da reeducanda. As advogadas pontuaram que não houve erro judiciário, e sim na investigação que encerrou o inquérito sem ouvir Maiara.

O OUTRO LADO

AGazetawebacionou a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL) e aguarda um posicionamento acerca do caso.

O CASO

De acordo com as investigações, a mulher presa, nessa última quarta (29), teria pego um táxi no dia  6 de janeiro de 2014, no bairro Ponta Grossa, em Maceió, junto com dois homens e uma outra mulher. Ao chegar no bairro Mangabeiras, também na capital alagoana, eles anunciaram um assalto, e a vítima Agnaldo Alfredo dos Santos, de 63 anos, teria esboçado reação, o que, supostamente, fez com que um dos homens do grupo criminoso efetuasse alguns disparos de arma de fogo. O taxista não resistiu aos ferimentos e veio a óbito. O taxista levou dois tiros na cabeça e morreu ainda dentro do veículo - um táxi modelo SpaceFox de placa OHE 0544/AL.

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