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Alagoas registra média de 3 assassinatos por dia em 2019

Historiador afirma que negros são as maiores vítimas da criminalidade nas periferias e favelas alagoanas

Um genocídio ocorre nas favelas e nas periferias de Alagoas. As principais vítimas são crianças e jovens. A afirmação vem do historiador Geraldo de Majella, durante a divulgação do livro dele, "Maceió em Guerra".

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Com base em estatísticas da Secretaria de Segurança Pública de Alagoas (SSP), do Instituto de Pesquisa Aplicada (Ipea) e do Mapa da Violência, o historiador diz que mais de 60% das vítimas de homicídios são negros e menores de 29 anos.

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Na pesquisa relativa ao período de 1991 a 2018, ele constatou 36.775 pessoas assassinadas em todas as faixas etárias e sexos. Em Maceió, ocorreram 16.112 assassinatos, conforme registro da própria polícia local.

Majella reconhece que, no período de 2015 a 2018, houve redução de crimes letais em todo o Estado. Porém, aponta que os assassinatos de adolescentes e jovens se mantêm altos. "As vítimas de genocídio moram nas áreas pobres", afirmou o pesquisador ao ser entrevistado pelo jornalista Flávio Gomes de Barros no programa "Conjuntura", da TV Mar.

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ESTATÍSTICA

De acordo com a estatística da SSP, divulgada pelo historiador, em 2015 foram registrados 1.804 assassinatos no Estado; em 2016, o número subiu para 1.875; em 2017, um novo aumento de crimes letais, indo para 1.913. E, em 2018, o número de homicídios caiu para 1.519 - ou seja, neste período de quatro anos do governo Renan Filho (MDB), foram registrados 7.111 homicídios no Estado.

Em Maceió, a tendência se manteve. No ano de 2015, a SSP registrou 564 assassinatos; em 2016, 529 homicídios; 2017, o número subiu para 658 vítimas; e, em 2018, caiu para 521.

Neste período, foram mortas 2.272 pessoas, a maioria nas áreas mais vulneráveis da capital. Ao sustentar que o crime contra adolescentes e jovens se mantém acima dos 60%, Geraldo Magela ressalta que, no passado, 0,3% dos homicídios no Estado foram contra menores de 11 anos; 11,6% vitimizaram pessoas da faixa etária de 12 a 17 anos; e 47,3% foram cometidos contra jovens entre 18 e 29 anos de idade.

A capital manteve também a mesma tendência, ressaltou Majella ao divulgar que 0,2% dos homicídios foram praticados contra menores de 11 anos; 11,5% contra adolescentes de 12 e 17 anos; e 52% contra jovens de 18 e 29 anos de idades.

"Esses números e percentuais são semelhantes aos registros de guerra. O problema ocorre também em outros estados, mas poderíamos avançar na redução desses números com políticas públicas em defesa dessa população vulnerável", sugere.

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